No inverno, algumas espécies de peixes diminuem o seu ritmo, porém as tilápias continuam ativas.

Para alegria dos pescadores estão presentes na maioria, senão em todos os lagos dos pesque-pagues e represas espalhadas pelo estado paulista.

Influenciado pelo fator El Nino, o tempo na capital paulista não apresentou até o momento, o frio intenso característico de outros invernos, o que vimos até agora foram alguns dias de frio mesclados a vários ensolarados e quentes, mais próprios para outono. A média está um pouco mais alta do que o normal, com previsão de máximas entre 16 a 26º e mínimas de 8 a 13º. É tomar cuidado com o frio e a baixa umidade do ar que no mais está tudo certo.
Isto posto, teoricamente com a chegada do frio, para quem aprecia pescarias de água doce ao redor da capital da paulista, é oportuno direcionar para espécies aclimatadas a esta estação, e a tilápia é uma delas. Não é uma tarefa complicada, por estar presente em todas as represas paulistas, e nos estabelecimentos denominados pesque pagues ou pague e pesque.
Pode-se até dizer que caiu no gosto dos pescadores, seja para pescar ou na culinária, onde é servido de várias formas: em forma de iscas; filés; assadas e até mesma cruas – em saborosas porções de sashimi.

Tralha de pesca
Se for embarcado, o ideal é utilizar conjunto de bait(carretilha ou molinete) com iscas naturais ou artificiais – a ser abordado em edições futuras.
Quem aprecia pescarias com alto grau de adrenalina é utilizar:
– Varas lisas ou telescópicas de 1,80 a 5,40m
– linhas monofilamento até 0,25 mm são as indicadas pois as mais grossas podem espantar os exemplares maiores
– anzóis pequenos (se for pescar com massa, utilizar as com mola ou dois anzóis montados de costas um para o outro, para segurar melhor a isca e melhorar a chance de captura nas fisgadas)
– chumbadinhas de amassar (considerar que em muitos casos o peso da isca já seja suficiente)
– bóias para indicar melhor peixe na linha, lembrando que as com barbante, costumam render melhores resultados devido a sua maior sensibilidade
– apoiadores ou secretários mantém as varas estabilizadas e ajudam a visualizar movimentos da linha, fundamental para uma fisgada certeira.
– banco dobrável propicia o conforto para melhorar a visualização citada anteriormente
– iscas: massa, minhoca, bichinho da laranja ou de pão, pedaços de pão ou pão de queijo, frios e embutidos (queijo, linguiça e etc)

Técnica
Pegar uma porção de massa, suficiente para fazer uma mini coxinha e cobrir o anzol (com mola ou os dois montados de costas um para outro). Moldar, sem exercer muita pressão.
Se utilizar minhoca, iscar de forma a permitir a ela se movimentar (esta vibração dentro dágua é chamativa para os peixes). Caso sejam bichinhos da laranja ou de pão, conforme o tamanho do anzol, usar de 1 a 3 bichinhos. Outras iscas naturais, é cortar em tamanhos proporcionais para os anzóis utilizados e iscar.

Para arremessar, duas maneiras:
1) colocar a vara no apoiador, e segurando a linha próximo a isca, lançar sem muito esforço para frente
2) empunhar a vara numa mão e na outra segurar a linha próxima ao anzol, levantar um pouco a ponta da vara para o alto, e iniciar um movimento circular e como se fosse pendulo, soltar a linha, e ao mesmo tempo, posicionar a vara de forma que a isca seja projetada para frente. Depois é repousar a vara no apoiador e a partir daí ficar de olho na ponta da mesma.
Fisgada
Se perceber a linha deslocar para qualquer lado ou ponta da vara abaixar, é fisgar com determinação! Durante a briga, empunhar a vara sempre pelo butt (cabo da vara) pois o trabalho de cansar o peixe, é feito justamente pela ação da curvatura. Em nenhuma hipótese “dar ponta de vara” isto é, apontar a vara para o peixe, pois isto pode ocasionar o rompimento da linha.
A tilápia não tem dentição, então você pode imobilizá-la, segurando firmemente o beiço inferior com o polegar e o indicador. Tomar cuidado com as nadadeiras que podem causar ferimentos dolorosos.

Acessório extra
– anteninhas ou ponteiras inteligentes
Utilizados para melhorar a visualização da mordida do peixe na isca. Existem diversos modelos prontos nas lojas ou montados pelo próprio pescador, que são incorporados na ponta da vara telescópica.

Dicas
Jogar de tempo em tempo, ração de coelho ou ceva apropriada para juntar o cardume próximo da sua linha.
Evitar caminhar muito nas margens, pois o som dos passos ecoa nágua. Correr em volta do lago, nem pensar! Conversar não atrapalha, mas sem exageros, pois seus vizinhos podem pensar diferente.
Tilápias não param de se alimentar mesmo no frio, embora diminuam muito os ataques se comparado com os dias quentes do verão – quando são facilmente identificadas pelos rebojos nas superfícies dos lagos. Já no inverno é preciso paciência para encontrar a camada dágua onde se sintam mais confortáveis, às vezes próximo à superfície ou então bem mais abaixo. Temperatura da água no local, profundidade e formação do fundo do lago são fatores que influenciam esta localização.
Pode-se utilizar também iscas imitando ração (detalhes em edições futuras) mas é necessário cevar com ração flutuante para chamar os peixes a superfície e atraí-las para o engodo.
Ótimas pescarias!!!

Apoio:

Caiaque Lontras www.caiaquelontras.com.br

Guss Produções www.gussproducoes.com.br

Maré Iscas www.mareiscas.com.br

Maria Pesca e Pet facebook e Instagram /@mariapetnarcizo

Moro e Deconto www.morodeconto.com.br

Piscicultura Chang www.pisciculturachang.com.br

Comentários
Loading...