Nishimori vê com otimismo acordo de livre comércio Brasil-Japão e se diz ‘animado’ com a reforma Tributária

Luiz Nishimori, durante visita à redação do Jornal Nippak: “Estamos no caminho ceto” (Aldo Shiguti)

Um acordo de livre comércio entre o Brasil/Mercosul com o Japão – cuja viabilização poderá ser uma realidade ainda este ano – irá trazer enormes benefícios ao Brasil, na avaliação do deputado federal Luíz Nishimori (PL-PR) – especialmente no agronegócio e vários setores industriais. Em entrevista ao Jornal Nippak, em seu escritório na cidade de Maringá, no Paraná,ele destacou o interesse do Japão na concretização da parceria. “Durante o recente encontro do G20 em Osaka, juntamente com o presidente Jair Bolsonaro, tivemos a oportunidade de dialogar com o primeiro-ministro Shinzo Abe e solicitamos seu apoio ao acordo que contempla o livre-comércio entre o Japão e o Mercosul. Mesmo porque o interesse do mercado japonês pela parceria ganhou novo ímpeto com o anunciado acordo do Mercosul com a União Européia, que representa 25% do PIB mundial”, disse o parlamentar.
Ao lado da ministra da Agricultura, Maria Tereza, o deputado Nishimori teve um encontro também com o ministro da Agricultura do Japão. Os temas abordados foram especialmente a ampliação ou introdução das exportações de frutas como suco de laranja, melão, caqui e abacate, além do mercado de frangos, carnes suína e bovina.
O deputado paranaense manifestou otimismo em relação ao crescimento do intercâmbio econômico Brasil-Japão, inclusive em consequência da aguardada aprovação da reforma previdenciária em andamento no Congresso. “Com certeza, os investimentos diretos do Japão retornarão com maior intensidade, já que o Brasil oferecerá maior segurança com medidas que visam maior estabilidade econômica e social. Mas é preciso ir adiante, com as reformas tributária, educacional, política e educacional, além de um novo pacto federativo. E nisso o Congresso tem sido muito positivo, visando o desenvolvimento do País. Os dois países cultivam uma colaboração de sucesso em vários setores e esperamos que a parceria de livre comércio possa fortalecer ainda mais essas relações amistosas”, afirmou.
A expectativa é que a formalização da parceria seja efetuada em novembro, caso o primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe aceite o convite para vir ao Brasil. Quando de sua participação na cúpula do G20, o presidente Jair Bolsonaro recebeu uma homenagem da Câmara de Comércio Brasileira no Japão e recebeu o prêmio Sakura Awards 2019 como agradecimento aos brasileiros que vivem no Japão.

Crescimento – Em relação à indústria japonesa, os interesses são principalmente na eliminação de tarifas em bens de consumo como carros e equipamentos de transporte, autopeças, máquinas e equipamentos mecânicos. Em contrapartida, os integrantes do Mercosul buscam a liberalização do comércio de carne e miúdos bovinos, frango, biodiesel, milho, frutas, açúcar e etanol, além de outro produtos que enfrentam dificuldades de entrada no mercado japonês.
Um levantamento feito pela Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil entre 348 empresas que atuam nos países do Mercosul, há um amplo apoio para o avanço das negociações, 84% das empresas afirmam que o acordo de livre comércio será de grande importância para o crescimento econômico da região.
No âmbito comercial, o Japão, terceira maior economia do mundo, manteve-se em 2018 como o sexto maior investidor direto no Brasil, com estoque de cerca de US$ 20 bilhões e fluxo de US$ 1,12 bilhão, segundo dados do Itamaraty. Nesse ano, as exportações brasileiras para o Japão somaram US$ 4,33 bilhões, enquanto as importações de produtos japoneses pelo o Brasil atingiram US$ 4,35 bilhões.
As exportações brasileiras para o Japão compõe-se na maior parte de produtos básicos (minérios de ferro, alumínio, café, carnes, soja em grãos; as importações procedentes do Japão são máquinas, automóveis, eletrônicos, instrumentos de precisão e produtos químicos.

Reformas – Na semana passada, em visita ao Jornal Nippak, o deputado paranaense disse que estava “animado” com a aprovação da reforma Tributária que, segundo ele, deve ser votada até o final deste ano. Caso isso ocorra, explica, o país voltará a crescer “gradativamente”.
Para ele, aprovando duas reformas, “já será um grande êxito para o governo”. “Se aprovar mais uma, será um sucesso total”, disse, referindo-se ao Pacto Federal, à reforma Política e à reforma Educacional.
(Takao Miyagui, especial para o Jornal Nippak. Colaborou: Aldo Shiguti)

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