NIPÔNICA=Jeitinho brasileiro… com falta de vergonha na cara!

Já fui perguntado sobre meu processo para escrever artigos, principalmente se contínuos, como as Nipônicas que são semanais. Para alguns já respondi que o mais difícil é a escolha dos temas… quando não os tenho, lógico… rs.

Às vezes, caem do céu, como os flagrados no dia-a-dia, ao ir até a padaria, por meus olhares curiosos dirigindo, como usuário do metrô, por um desabafo-queixa, etc., e até mesmo por uma tragédia horrível como a de Suzano, que me levou a escrever a última (“Não retiro o que disse sobre serial killer… no Brasil”).

Tendo o tema na cabeça, costumo dar uma “passeada” nos noticiários a fim de enriquecer mais o desenvolvimento do mesmo. Ainda assim, como ao deste, às vezes, me surpreendo por já ter algo em mente.

Pois é, por “falta de vergonha na cara” busquei direto o óbvio: políticos! Mas surge em minha tela algo na área da Educação sobre desvios de recursos destinados a bolsas de pesquisas na Universidade do Paraná, por compra de equipamentos e uso de falsos bolsistas! É apenas um caso. E nas outras áreas?

Se bem que, mesmo sem envolvimento de dinheiro, neste contexto, e mesma área, remeto-me às seguidas “pisadas na bola” do atual ministro da Educação. Fosse eu, que tenho vergonha na cara, já na primeira, teria pedido demissão. Se no Japão, em rede de televisão, pediria desculpas a toda população, tal qual um prefeito japonês pediu por um crime cometido por um funcionário da prefeitura.

Mas desço ao nosso nível, de simples mortais, até para justificar o título desta Nipônica. O próprio jeitinho, muitas vezes é, de fato, por falta de vergonha na cara, e que se torna tão banal que nem mais reparamos nele.

Senão, vejamos… ciente de que levarei alguns pitos amigos. Jogar bitucas de cigarros no chão (já ouvi de amigos que fazem isso, reclamações sobre sujeiras nas ruas); furar filas… em qualquer situação; usar vagas de idosos ou deficientes em estacionamentos! Etc., etc.

As desculpas: “todo mundo faz!”, “é que tô com pressa!”, “saio num instante!”… assim por diante. Né, não?!

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