MARINGÁ: Acema celebra sucesso do 30º Festival Nipo-Brasileiro

(Aldo Shiguti)

Um evento com o charme dos matsuris mas que mantém características próprias que o torna “diferente” dos demais. Assim pode ser definido o Festival Nipo-Brasileiro, que este ano chegou a sua 30ª edição. Promovido pela Acema (Associação Cultural e Esportiva de Maringá) e organizado pela Tasa Eventos, o evento, por exemplo, tem dez dias de duração – de 2 a 11 de agosto. Outra peculiaridade é o fato de o festival abrir os portões nos sábados, das 11 às 15 horas, apenas para almoço, para reabri-los às 19 horas. E no último dia – no caso, domingo – os portões abrem somente para o almoço.
A explicação dos organizadores é que desta forma não sacrificam os voluntários, cerca de 1500 que ajudam, principalmente, no pavilhão gastronômico – um dos quatro pavilhões que compõem o Festival, que conta ainda com os pavilhões Comercial, Artístico e Cultural.

Afonso Shiozaki e Takao Sato (Aldo Shiguti)

Toda a renda obtida com a venda de alimentação é revertida para as entidades que prestam serviços importantes na cidade: Acema, Seichô-No-Iê, Nishi Honganji, Wajunkai e São Francisco Xavier. E aí também chama a atenção o fato de o atendimento já ser informatizado há mais de dez anos, de acordo com com o presidente da Tasa Eventos, Takao Sato. O pedido é anotado por um dos voluntários que, da mesa já envia envia para a equipe da cozinha. O prato chega à mesa em menos de dez minutos, conforme constatou a reportagem.
Nos dez dias, o evento recebeu mais de 70 mil visitantes, segundo estimativas do presidente da Acema, Afonso Shiozaki – confirmando seu status de segundo maior evento de Maringá – fica atrás apenas da Expoingá.
Não à toa, a cerimônia de abertura, realizada no dia 3 (sábado), no Pavilhão Artístico, contou com a presença do vice-governador do Paraná, Darci Piana; do ministro do Supremo Tribunal Superior do Trabalho, Fernando Eizo Ono, do prefeito de Maringá, Ulisses Maia, e do deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), entre outras autoridades.

O Grupo Saikyou – Yosakoi Soran, da Acema, levantou o público no último dia de apresentações (Aldo Shiguti)

“Nosso início, em 1989, foi bastante modesto”, conta Shiozaki, lembrando que as primeiras edições foram realizadas na Praça da Catedral – próxima à Prefeitura. “Com o passar dos anos o crescimento foi bastante significativo e hoje recebemos, em média, cerca de 70 mil visitantes”, disse Shiozaki ao Jornal Nippak, que visitou o festival no dia 10.
“E quando houve a mudança de local, o evento passou a ser realizado em dez dias para que os organizadores pudessem usufruir melhor a estrutura, já que a montagem exige um certo investimento”, disse.
Quem também apareceu na Acema no sábado foi o deputado Luiz Nishimori. “Tive o privilégio de acompanhar todas as edições do Festival”, conta, revelando que chegou a lavar pratos e fez às vezes de garçom. “Hoje, é seguramente o segundo maior evento de Maringá e um dos principais festivais nipo-brasileiros do país”, afirmou o parlamentar.

Grupo Foclórico da Acema (Aldo Shiguti)

Pratas da casa – No Pavilhão Artístico, onde acontecem os shows, quem esteve presente no sábado foi a maringaense Carol Naemi, uma das participantes do The Voice Brasil 2019 da Rede Globo. Professora de canto e estudante de canto lírico na UEM (Universidade Estadual de Maringá), Carol começou a cantar na própria Acema, com 13 anos de idade. Simpática e carismática, além de dona de uma voz poderosa, Carol foi ovacionada pelo público.

Paraná Bon Odori (Aldo Shiguti)

Também no sábado, o Nippak teve oportunidade de conferir a apresentação do 40º Paraná Bon Odori, com a participação de 14 cidades, e o show com o “mago dos balões”, Luciano Takeda. Grupos folclóricos e as ”pratas da casa” – o Saikyou Yosakoi Soran e o Wakadaiko – fecharam a noite de sábado, que terminou com um animado matsuri dance.

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