MANGÁ: Fundação Japão promove exposição até o dia 29 deste mês

Um dos destaques da mostra é a réplica em tamanho natural da moto de Kaneda, personagem principal do mangá Akira (divulgação)
Um dos destaques da mostra é a réplica em tamanho natural da moto de Kaneda, personagem principal do mangá Akira (divulgação)

A Fundação Japão promove, em parceria com a Editora JBC, a exposição “Mangá, aspectos culturais e históricos”, que acontece até 29 de junho, na biblioteca. Na mostra, visitantes poderão conhecer, de forma divertida, aspectos culturais, bem como um panorama da história do mangá no Japão e no Brasil.
Também serão abordadas as caraterísticas singulares que diferenciam o mangá das histórias em quadrinhos ocidentais, como por exemplo a forma do uso das linhas cinéticas ou as onomatopeias peculiares da língua japonesa, que valorizam as sensações e emoções narradas na história.
A exposição traz, ainda, os principais concursos de mangá, que além de revelar novos talentos, têm sido importante porta de entrada para os mangakás no mercado.
Um importante exemplo é o Brazil Manga Awards, promovido pela editora JBC, que também traz ao mercado brasileiro publicações como a Henshin Manga. Estas iniciativas não apenas incentivam o surgimento de novos mangakás, como também divulgam os novos talentos aos fãs de todo o país.

A história do Mangá* – Mangá é o nome dado às histórias em quadrinhos de origem japonesa. A palavra surgiu da junção de dois vocábulos: “man” (involuntário) e “gá” (desenho, imagem). Ou seja, mangá significa, literalmente, “desenhos involuntários”.
As primeiras manifestações dos quadrinhos japoneses datam do século XI, com caricaturas cômicas de animais chamadas “chôjûngiga”. O mangá, no entanto, só surgiu efetivamente cerca de 600 anos mais tarde, em 1814, quando o pintor Katsushika Hokusai lançou o primeiro encadernado contendo uma coleção de histórias com desenhos sequências.
A série, que teve 15 volumes, foi batizada de “Hokusai Mangá”. A partir daí, os quadrinhos japoneses passaram a ser chamados de mangás. Essa denominação consolidou-se no Japão somente no pós- Segunda Guerra, já nos anos 1950, com as obras de Osamu Tezuka.
(*Fonte: Editora JBC)

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