MANAUS: Jungle Matsuri recebe mais de 20 mil pessoas em três dias de evento e mira 2029

Joe Hirata se apresenta no palco do Jungle Matsuri evento veio para ficar (divulgação)

Foi apenas o primeiro ano. Mas o Jungle Matsuri – Festival de Cultura e Gastronomia Japonesa, que aconteceu de 20 a 22 de setembro, no Studio 5 Centro de Convenções, em Manaus (AM), já nasceu grande. Organizado pela Associação Nipo-Brasileira da Amazônia (Nippaku) como parte das comemorações dos 90 anos de imigração japonesa na Amazônia, o Jungle Matsuri reuniu mais de 20 mil pessoas no Studio 5 Centro de Convenções. “Nossa meta agora é consolidar este evento, visando incluí-lo no calendário cultural de Manaus, já pensando na comemoração do Centenário da imigração em 2029”, disse Ken Ikishido, presidente do Nippaku.
Segundo Takao Sato, organizador do evento, o Jungle Matsuri se transformou no principal evento das comemorações do aniversário da imigração japonesa. Os visitantes tiveram a oportunidade de vivenciar a cultura japonesa de perto. Na programação do palco principal do Festival Jungle Matsuri passaram grandes artistas e os maiores cantores da comunidade nipo-brasileira do país.
Logo no primeiro dia de atividade, o Jungle Matsuri recebeu o cartunista, escritor e empresário Maurício de Sousa, criador da “Turma da Mônica” e outros personagens infantis das histórias em quadrinhos. Membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 24, Maurício de Souza levou milhares de fãs ao Studio 5. Com revistas e cadernos nas mãos, crianças e adultos assistiram a palestra do cartunista e se esforçaram no final em busca de um autógrafo ou uma foto. “Manaus sempre foi uma cidade de clima quente. Mas a temperatura hoje está muito maior por causa do calor humano que senti aqui. E esse calor fica na gente, não há ar condicionado que amenize”, disse ele ao sair do evento.

Grupo Marujada de Guerra do Boi Caprichoso com o grupo Wadan (divulgação)

Wadan – Um dos shows que mais impressionaram o público foi do grupo Wadan, com seus famosos tambores japoneses. Se apresentaram várias vezes no palco do Centro de Convenções e em todas foi ovacionado pelo público. Em uma delas, a surpresa: os tambores japoneses tocaram simultaneamente com os tambores da floresta amazônica, representados pela Marujada de Guerra, ritmistas responsáveis pela apresentação do Boi Caprichoso, na cidade de Parintins (a 400 quilômetros de Manaus).
Também passaram pelo palco do Jungle Matsuri artistas como Lisa e Édson Tonaki, Karen Ito, Ricardo Cruz, Ellen Tanoue, Joe Hirata e Mariko Nakahira, além das apresentações dos grupos Fuugakazan Taikô, banda Kiube e as áreas de expositores, amplo espaço com a apresentação comercial de marcas e seus últimos lançamentos.

Cinema – O cinema japonês também não foi esquecido. Em programação paralela, no Manaura Shopping Center, vários filmes temáticos foram exibidos. Destaque para a apresentação de filme com Tizuka Yamasaki, “Gaijin – Ama-me Como Sou”. A própria cineasta se fez presente, acompanhando a exibição e sua obra na Mostra de Filmes Japoneses e, em seguida, participando de bate-papo com o público. “Estou muito feliz com essa receptividade. Chego a ficar emocionada ao ver o interesse do amazonense no meu filme”, dissa Tizuka.

Praça de alimentação (divulgação)

Na gastronomia, o evento contou com rica praça de alimentação com todas as delícias da culinária oriental: sushi, temaki, sashimi, yakissoba, tempurá, rolinho primavera, e outras iguarias. Enquanto os shows aconteciam no palco em frente, milhares de pessoas lotavam a praça de alimentação em busca das delícias da cozinha oriental.
A alta tendência do Cosplay foi outro grande atrativo do evento. Desfile de Cosplay aconteceram a todo momento, seja no palco ou mesmo nos corredores. Grande número de personagens personificados desfilou entre os visitantes e fez a alegria de crianças e adultos apaixonados pelos animes orientais. E no palco, os desfiles oficiais premiaram aqueles que melhor personificaram seus personagens com entrega de troféus.
“Definitivamente, é um evento que veio para ficar”, opina Takao Sato.

Público dança o bon odori (divulgação)
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