Libélula, anteninha, boiadão, cacho de uva, escorpião…o que estas palavras representam na pesca?

Apelidos são frequentes para maioria das pessoas e estes são alguns dos adotados para iscas artificiais observadas nos pesque-pagues.

Quem visita estes estabelecimentos já percebeu que é comum ver idéias ou sugestões variadas de iscas sendo apresentadas e testadas nestes locais, uns efetivos e outros nem tanto. Seja uma adaptação ou novidade, quando a pescaria não é considerada sucesso, a mente do pescador logo “starta” um processo para desenvolver outra isca para o próximo embate. Mesmo que o resultado seja satisfatório, sempre vai ter uma coisinha a mais para aperfeiçoar. Tendo o mínimo de conceito, a novidade tende a funcionar, e como tudo na vida, vai ser suplantada por outra.

O outono pela característica da estação é uma boa oportunidade de testar novos protótipos pois alguns peixes indicam não se interessar tanto pelas tradicionais, absolutos no verão, quando o sol e o calor típico literalmente esquentam as águas, incentivando os peixes a se alimentarem, atacando tudo que cair a sua frente.
Os peixes destinados aos pesque-pagues, alimentados com ração desde pequenos, acostumados a ter estes produtos lançados nágua, tem como instinto ir na direção a algo que simule isto. Com esta observação, o primeiro passo foi a introdução de imitações confeccionadas em cortiça, eva, madeira, sementes e etc. para igualar ao formato da ração utilizada na alimentação.
Com o sucesso desta, surgiram outras, e atualmente além de imitar somente uma unidade de ração, o processo também é reproduzir um agrupamento deste. A união da cortiça ou eva com a isca coringa dos pesque-pagues (miçanga), resultou nas anteninhas e outras denominações (citados a seguir) em cores e formatos adequados a situação, e podem significar a diferença em fotografar ou não os espécimes do lago.
Uma das que vieram para ficar, tem variadas formas e estruturas tendo como base a ração artificial e tudo que pode imitá-la. Pode-se usar eva, cortiça, espuma e tudo que flutue, finalizando num conjunto, que na água procura mostrar ao peixe um amontoado de comida (ou um punhado de ração flutuante). Utilizando o anzol wide gap ou outro que atenda a especificação de prender a miçanga ou artigo similar, mas deixando a ponta do anzol livre para fisgada, os apelidos são sugestivos: boiadão, o diminutivo boiadinha, anteninha e assim por diante – dependendo do formato apresentado. Como revela o primeiro nome anotado, consiste numa fileira de x imitações de rações flutuando tendo ao final a miçanga escolhida pouco abaixo da linha dágua.

Outra versão um pouco menor, denominada: escorpião, tartaruga e etc, consiste em ter o anzol com parte da sua haste adornado com 2 ou 3 bolinhas de eva ou cortica (imitando ração), finalizando também com miçanga na ponta do anzol ou artefato similar com cores e desenhos preferidos.

Para acrescentar mais bolinhas (eva, cortiça ou similar) ou montar o conjunto delas, usa-se linha monofilamento, pedaços de arame ou aço, acompanhando o formato final que o pescador deseja propor para o conjunto. O importante é que o sistema final flutue.
A miçanga ou outro artefato, dever ser apresentado pouco abaixo da superfície, para direcionar o peixe a abocanhá-la primeiro, dependendo do dia, da hora, a cor ou formato (bola de basquete, futebol, tambor, semente, caroço de azeitona e etc) vai determinar a eficácia e eficiência da mesma, sendo ideal que possa ser trocada com facilidade ou que se tenha diversos modelos variando a miçanga. O risco que se corre, além de enfrentar uma baita briga se entrar um grandão, é ter facilmente a mesma literalmente detonada pela brutalidade e força das mordidas. Assim sempre é bom ter um bom número de iscas reservas para não se lamentar na chamada hora do “espanto”.
É comum apreciarmos novos experimentos, e aproveitar a ocasião para testar outras mais. Aprovadas ou não, a efetividade vai depender de como cada um interpreta e analisa aquele momento, aquele dia de pesca. Apesar de ser um ambiente confinado e de certa forma controlado, ainda assim existem algumas variantes que podem influenciar e determinar o sucesso ou não da pescaria. Características do local (profundidade, tamanho, origem e temperatura da água), fator climático e temperatura externa são parâmetros a serem considerados. Conversar com os frequentadores assíduos, vai ajudar muito a eliminar etapas pois eles seguramente terão indicações importantes para o que funciona melhor naquele local, naquele instante.
Obvio que a partir de modelos já consagrados e experimentados, o desenvolvimento de novas criações baseado nas experiências vividas por cada um, resultarão sempre – com novas dicas, novos macetes e novos materiais – em melhores iscas. E nada mais gratificante para um pescador do que ver sua invenção funcionando.

Tralha
O chicote a ser utilizado vai precisar de boia de arremesso ou cevadeira para levar a anteninha até o local desejado. No caso da cevadeira, é aproveitar a opção de cevar em volta da sua isca o que certamente vai aumentar e muito suas chances. O porte da tralha vai depender do tamanho do lago e claro do tamanho dos peixes. Se forem grandes exemplares sempre é aconselhável material pesado para não cansar em demasiado os espécimes. Para melhorar a visualização a grandes distâncias, pintar com cores chamativas a partes superior do conjunto vai ajudar na hora da fisgada.
Importante atentar na construção para que no caso de rompimento da linha, o peixe se livre facilmente da mesma. Pois não é raro perdê-las, seja na bocada, ou na luta que vai travar com os grandes. Não custa lembrar que a razão maior é o peixe, e salvaguardar a vida deste, além de ser a continuidade do lazer, pode significar não onerar seu bolso, pois um troféu vai custar demasiado caro se for sacrificado.
Consulte sempre o responsável do local para ter as dicas dos peixes e os seus hábitos, e ficar a par das regras praticadas no estabelecimento.
Todo pescador tem na sua mente invariavelmente iscas com formatos e cores que considera ideais, e será sempre com estas que iniciará sua pescaria. Novidades surgem a cada dia, já acrescentar elas na sua caixinha de iscas é outra conversa. Coisas de pescador!!!
Ótimas pescarias!!!

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