LAZER: Maior balada oriental de todos os tempos, ‘Mortos Vivos’ chega ao fim neste sábado após 23 anos de festas

Balada foi criada em 1996 com o intuito de reunir os jovens em 23 anos foram cerca de 180 festas (divulgação)

Quem viver verá. A tradicional e maior balada oriental do Brasil, a “Mortos Vivos Asian Zone”, chega ao fim neste sábado 14, a partir das 23h, no Club A, em Moema (zona Sul de São Paulo), após 23 anos de atividades ininterruptas e fazer muito sucesso entre os jovens nikkeis. Em pouco mais de duas décadas, foram 180 festas.
A decisão de parar não foi fácil, mas necessária como destaca Tomas Yamamoto, um dos criadores da balada ao lado de Eduardo Hioki, Masaaki Hideshima e Victor Fukuda.
Adoentado, Tomas viu que era hora de parar no ano passado. “Vi que cuidar da minha saúde é muito mais importante do que tocar e organizar uma balada”, disse ele, afirmando que desde o ano pasasado estava se preparando para este momento. “Além de cuidar da saúde, tenho filhos e o negócio principal, que é a agência de turismo”, explicou, acrescentando que pensou em passar a marca para a frente. “Mas não é tão simples como todos possam imaginar. Precisa de investimento financeiro, estratégia, acompanhamento e pagar as despesas da festa”, destacou, afirmando que “conversei com muitas pessoas envolvidas na balada – além do sócio atual, Eduardo Hioki, Tomas conta que tem ajuda de “mais ou menos” 50 colaboradores.

(Divulgação)

Envelheceu – “Achei melhor encerrar o nome Mortos Vivos e, para quem quiser continuar, sugeri que criasse um novo nome, com um novo modelo e conceito para atrair, de fato, as novas gerações”, disse Tomas, justificando que “o nome Mortos Vivos envelheceu juntamente com os seus frequentadores”. “Mas sei que não é fácil iniciar uma nova balada e não sei como ficará”, diz.

Depoimentos – Em depoimentos nas redes sociais, os “futuros órfãos” da balada lamentam e já criaram um ar de saudosismo. Assessor parlamentar e coordenador da Mortos Vivos desde 2001, Diogo Miyahara conta que, ao longo desses 23 anos, a balada criou “notoriedade e respeito dentro da comunidade nikkei”.
“Para mim, o encerramento das atividades do Mortos Vivos está sendo pela segunda vez um baque inconsolável”, diz, afirmando se tratar da melhor e maior balada oriental de todos os tempos.
A Mortos Vivos foi criada em 1996 com o intuito de reunir as pessoas na faixa etária dos 20 anos que não frequentavam mais as festas orientais por acharem que já estavam “velhas” para os bailes e também porque na época não havia boas opções de casas noturnas para o público dessa idade.

Tomas Yamamoto com grupo de coordenadores atuais (divulgação)

Início – Para Tomas Yamamoto, o início veio seis anos antes, quando ainda era promoter da Aplle Music. “Aprendi o ofício com o mestre Eduardo Morita, então líder da Apple Music, que parou de fazer balada em 1996”, lembra. Foi então que percebeu que ficou uma “lacuna”, ou seja, não tinha uma balada ou festa voltada para o público na faixa dos 21 a 25 anos.
Já no final de 1996, Tomas Yamamoto, jutamente com   Eduardo Hioki, Victor Fukada e Masaaki Hideshima, fizeram a primeira festa na Mansão Calipso, na zona Sul de São Paulo, onde permaneceram por 15 anos.
A partir de 2011, os sócios perceberal que era hora de mudar de local. “Aí começamos a fazer a festa itinerante, intercalando as casas noturnas The Week, Club A e Eazy, entre outras”, diz Tomas, acrescentando que “estamos com festas até hoje porque sempre incentivamos os mais novos, na faixa dos 18 anos, a conhecerem a balada”. “Os mais velhos param de frequentar após um certo tempo, mas sempre temos as novas gerações chegando”, frisou Tomas, que chega para esta última balada esperando ver a casa cheia e com a sensação de missão cumprida.

Masaaki Hideshima, Tomas, Victor Fukuda e Eduardo Hioki (divulgação)

 

Mortos Vivos Last Party Edition

Quando: Dia 14 de dezembro (sábado), a partir das 23 horas
Onde: Club A (Alameda dos Aicás, 1642 – Moema)
Ingressos (venda online): https://tinyurl.com/y3ozovkd
3º Lote: R$ 50,00 (R$ 50,00 + R$ 5,00 taxa). Até às 19 horas deste sábado (14)
Venda de ingressos na bilheteria: R$ 60,00 (seco) ou R$ 120,00 (consumíveis)
Mais informações no site: www.mortosvivos.com.br ou podem ser obtidas pelo tel: (11) 97413-7682 – whatsapp.
Classificação é 18 anos. O porte do RG é obrigatório e será solicitado na entrada.

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