KenStar planeja expandir canais de venda de wagyu

O presidente da KenStar, Renato Nakaya (centro) (Kohei Osawa/Nikkey Shimbun)
O presidente da KenStar, Renato Nakaya (centro) (Kohei Osawa/Nikkey Shimbun)

“Nossa linha de frente é o carpaccio de wagyu. Além disso, a carne grelhada no estilo teppanyaki também está tendo aceitação. Uma vez que se experimenta o wagyu suculento e macio, não dá para comer outro tipo de carne”. Com um sorriso singelo, é assim que o presidente da KenStar, Renato Kenji Nakaya, descreve o encanto pela carne wagyu.
Existem cerca de 25 produtores de gado wagyu no Brasil, com sete mil cabeças de raça pura e trinta mil de raça cruzada. Com fazendas em Boituva, Itatinga, Iperó e Campo Grande, a KenStar possui 700 cabeças de cada raça e, em número de cabeças de raça pura, é uma das líderes do mercado.
Fundada em 1976, a empresa atuava na criação de gado nelore, mas em 2006 deu início à produção de wagyu, adquirindo as primeiras cabeças de gado da fazenda Yakult.
Para avaliar o grau de marmoreio e a quantidade de gordura entremeada dessa carne, existe o escore de marmorização (sigla BMS, de Beef Marbling Stardard), que varia de 1 a 12, sendo o BMS 12 de excelente qualidade. A empresa alcançou o BMS 9 e no Brasil é considerada uma carne de ótima qualidade.
O presidente Nakaya explica: “Quando começamos a produção, tínhamos escore 3 e 4, mas finalmente alcançamos o 9. Contudo, quando se fala de wagyu no Japão, todos pensam no BMS 12, por isso ainda estamos no meio do caminho”.
No Japão, o gado é criado em 28 meses até alcançar 960 kg, enquanto no Brasil são 30 meses para alcançar cerca de 780 kg. A engorda do wagyu prova que a carne terá marmorização.
“Não podemos trazer uma raça de pedigree do Japão, mas ainda há muito o que melhorar no método de criação”, acrescentou Nakaya, que disse fazer testes de melhoria.
O wagyu é criado com cuidado desde a gestação e, após o nascimento, fica com os pais, alimentando-se de leite materno. O novilho é vulnerável a infecções e ao frio, além de estressar-se com brigas se criado no meio do rebanho, sendo necessário protegê-lo de diversos fatores externos.
Sobre o método de criação, Renato Nakaya disse ter cuidado especial com a ração. Em Boituva, a empresa produz uma ração especial, rica em nutrientes e aminoácidos naturais da polpa da soja, cujo extrato foi extraído para a fabricação do shoyu Sakura. “Esse é o segredo para a cor branca da gordura bovina. Não existe outra carne wagyu local com gordura tão branca quanto a nossa”, disse, cheio de orgulho.
O wagyu mamorizado da melhor qualidade, criado com tanto cuidado, é comercializado principalmente para restaurantes japoneses ou boutiques de carnes e vendido ao salgado preço de 100 reais a cada 100 gramas. Mas a carne suculenta que derrete na boca, repleta de umami, é impressionante.

Mercado – Por outro lado, a carne do wagyu cruzado de BMS 3 ou 4 tem textura agradável e macia, excelente para preparar churrascos, espetinhos ou hambúrgueres e vem ganhando popularidade.
O presidente Nakaya analisa o mercado: “O consumidor prefere a carne macia e é exigente com a qualidade. Vendíamos apenas para empresas parceiras, mas a carne wagyu requer conhecimentos para ser manipulada, por isso precisamos de especialistas no assunto. Além disso, não temos um faturamento rentável apenas com a comercialização exclusiva. Queremos expandir nossos canais de venda e divulgar o sabor delicioso da carne wagyu para mais pessoas”.
A empresa aceita encomendas de pessoas físicas, mas a carne é vendida apenas em blocos. Para entrar em contato, há o telefone (11) 97257-7676 e o e-mail vendas@kenstar.com.br.

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