JCI Brasil-Japão exalta cultura japonesa e celebra sucesso da 65ª Convenção Nacional da JCI Brasil

(Marcelo Uyeta)

A JCI Brasil-Japão realizou nos dias 11, 12 e 13 deste mês, no Espaço Hakka e no Nikkey Palace Hotel – ambos localizados no bairro da Liberdade, em São Paulo – a 65ª Convenção Nacional 2019 da JCI Brasil, que este ano teve como “Unir para Transformar”. Participaram da Convenção Nacional cerca de 400 membros da JCI Brasil que vieram de mais de 40 cidades. Destaque também para a presença internacional do vice-presidente Mundial da JCI, Daniel Guarderas, vindo do Equador, e de Jorge Otto, do Panamá.
Na sexta, 11, na cerimônia de abertura, estiveram presentes a presidente nacional da JCI Brasil, Luiza da Silva, e o vereador Aurélio Nomura, além do vice-presidente mundial, Daniel Guarderas. No sábado, marcaram presença o o cônsul geral adjunto, Akira Kusunoki, a cônsul para Asssuntos Politicos e Gerais, Reiko Nakamura e o presidente da Fundação Kunito Miyasaka e vice-presidente do Bunkyo, Roberto Nishio.
Diretor da Convenção Nacional, Alexandre Kawase lembrou em seu discurso que “a semente” desta Convenção foi plantada em 2016, em Rio do Sul (SC). “Uma das perguntas que me fizeram naquela época foi sobre quais os diferenciais da JCI Brasil-Japão, o que só ela poderia entregar? Aí vieram dois pontos: a cultura japonesa e grandes palestrantes que nós temos aqui em São Paulo”, disse Kawase, acrescentando que “a cultura japonesa está no DNA da JCI Brasil-Japão”.
O vice-presidente Mundial, Daniel Guarderas Donoso, observou que “a JCI tem trabalhado arduamente para que juntos possamos fomentar uma sociedade de aprendizagem onde nossos membros tenham maiores oportunidades”. Segundo ele, “a comunidade necessita de impacto, a comunidade necessita de atenção”. “Nós, como jovens líderes devemos atender esse desafio da comunidade e por isso nos reunimos aqui em São Paulo, para que cada um de vocês, como membros da JCI, aproveitem estas oportunidades para que sejamos realmente uma mudança e um impacto social como a sociedade espera”.

Dirigentes, organizadores, autoridades e convidados presentes na Convenção Nacional da JCI Brasil (Jiro Mochizuki)

Compromisso – “Unir para Transformar é o lema desta Convenção Nacional, e se todos nós trabalharmos juntos e unidos vamos criar este impacto que todos desejamos ver. Este ano temos trabalhado arduamente para que a América tenha uma JCI mais grande, mais unida e mais influente. Mas isto só vai acontecer com o trabalho e o compromisso de cada um de vocês em suas comunidades”, disse Guardeas, afirmando que “a JCI não é uma organização ou uma plataforma para engrandecer nossos egos”. “A JCI é uma plataforma para que possamos nos transceder como seres humanos, para que nós possamos dar um pouco mais do que recebemos”. E terminou sua fala citando uma frase que Edson Kodama costuma usar: ‘Ninguém sabe a respeito do futuro, mas sabemos a quem ele pertence’. “E o futuro nos pertence. O impacto está em suas mãos . No dia de hoje nos comprometemos a unir para transformar”, concluiu Guarderas.
Já a atual presidente nacional da JCI Brasil, Luiza da Silva, destacou em seu discurso a felicidade que é presidir a entidade. “Parece que dormi em janeiro e acordei em outubro porque é tão intenso o que a gente vive numa presidência nacional, é tão intenso o que a gente vive repesentando a JCI Brasil nos eventos internaconais, nas organizações locais e nos nossos próprios eventos aqui, nacionalmente, que parece que realmente é um sonho, sonho que não está chegando ao fim mas fechando um ciclo”, disse Luiza, destacando que este ano “nós tentamos inovar bastante na gestão, nos projetos e principalmente na nossa Convenção Nacional, com a abetura na parte da manhã”.

Luiza da Silva, Aurélio Nomura e Daniel Guarderas (Jiro Mochizuki)

Republicano e Democrata – Já o vereador Aurélio Nomura reforçou suas ligações com a JCI Brasil-Japão afirmando que, “como membro, aprendi muito e, na medida do possível, tenho exercido e trabalhado dentro dos princípios mais importantes da JCI”. E falou sobre sua participação na 20ª Copani (Convenção Pan-Americana Nikkei), realizada de 20 a 22 de setembro, em São Francisco, nos Estados Unidos, e na 60ª Convenção dos Nikkeis e Japoneses no Exterior, realizada de 1 a 3 de outubro, em Tóquio.
“Em São Francisco, onde discutimos os rumos dos descendentes de japoneses, tive oportunidade de conhecer o senhor Norman Mineta, ex-secretário dos Governos Republicano e Democrata dos Estados Unidos, e que é considerado uma referência. Quis entender esse negócio porque fazer parte dos dois governos é algo raro. E ele falou exatamente sobre a necessidade de trabalharmos e mudarmos através do encontro, da relação, da troca de experiência, de buscarmos a transformação através da união de todos os homens. E é o que vocês estão fazendo aqui, vocês estão unindo para transformar. Essa era a ideia, a meta e o trabalho do lema do Norman Mineta”, afirmou Nomura.

Rodolfo Wada (Jiro Mochizuki)

Itigo itie – Falando sobre o tema deste ano – Unir para Transformar – o presidente da JCI Brasil-Japão, Rodolfo Wada, disse que “é a partir deste momento que vamos ver a integração das pessoas para os grades desafios que a JCI tem nesse mundo em transformação”. “Precismos de contatos, parceiros e amigos nesses desafios. Existe um conceito japonês chamado itigo itie, ou seja, uma vez, um encontro. Temos que valorizar cada encontro como se fosse único e a Convenção Nacional é repleta destes momentos, pessoas que talvez tenhamos uma conversa uma única vez, mas que podem alavancar ações e às vezes mais que ações, projetos. E pode também dar origens a amizades eternas. Estamos conectados o tempo todo, precisamos usar cada vez mais a tecnologia para ser vir a humanidade. Se os encontros e as conversas tiverem muita qualidade e utilizarmos cada vez mais e melhor as tecnologias, então poderemos alavancar nossos projetos”, destacou Wada, que, no final, comemorou o sucesso do evento.
“A Convenção foi nosso maior desafio em 2019 e graças a união de voluntários, entidades, parceiros e apoiadores e de um líder obstinado – Alexandre Kawase – foi um sucesso. Atraímos novos membros para a organização, tivemos concursos incríveis como o Impact Tank e pudemos mostrar para o público (a maioria não nikkei) a cultura japonesa com apresentações de música, dança, artes marciais, workshops e muito omotenashi (o modo japonês de receber pessoas)”, explicou Wada, lembrando que a capital paulista voltou a sediar a Convenção Nacional após nove anos.

Márcia Mariko Nakano e Alexandre Kawase (Jiro Mochizuki)

Programação – A programação esteve recheada de palestrantes de importantes organizações, entidades e empresas que estão promovendo impacto social em diversas áreas. Sobre os palestrantes que passaram pelo palco do Hakka, Alexandre Kawase disse que “eles foram escolhidos cuidadosamente”. “São pessoas que causam grande impacto social e que podem trazer grandes inspirações”, garantiu.
Estiveram presentes Edu Lyra (Gerando Falcões), William Lin (Instituto i9c), Hermann Neto (Central Matatlântica AMA Brasil), Thomas Eckshmidt (Conscious Business Journey), Rodrigo Gerhardt (Greenpeace), Lucas Strasburg (Revo Foot), Caio Poli (Fundação Lemann), Vitor Ungari (Enactus), Rochele Dias (Terrapilheira) e Cristiano Cardoso (Recifavela). E também nikkeis de destaque, como Pedro Aihara (Corpo de Bombeiros de MG), Cláudio Sassaki (Geekie), Arthur Toyoshima (Palhaços Sem Fronteiras), Erik Nakandakare (99 Empresas), Laís Higashi (Litro de Luz), Fernanda Matsuoka (Youth Climate Leaders).
Após uma palestra emocionante, onde comentou sobre experiências da operação em Brumadinho (MG) e o trabalho do corpo de bombeiros, Pedro Aihara recebeu o prêmio TOYP Brasil (The Outstanding Young Persons) na categoria serviço humanitário e/ou voluntário. Alex dos Santos, um dos fundadores da Gerando Falcões, também recebeu o prêmio na categoria contribuição às crianças, à paz mundial e/ou direitos humanos.

Auge – O auge da Convenção Nacional foi a final do Impact Tank JCI Brasil, um concurso de projetos de impacto social, que foi uma ação inédita dentro da JCI. Participaram como jurados profissionais de destaque na área de empreendedorismo e impacto social: Ana Fontes (Rede Mulher Empreendedora), Maure Pessanha (Artemísia), Daniel Izzo (Vox Capital), Mariana Fonseca (Pipe Social) e Marcelo Correa (Inovabra). O vencedor do Impact Tank JCI Brasil foi o projeto Formajobs, criado pela JCI Brasil-Japão, que recebeu o prêmio de R$10mil para ser realizado ao longo de 2020.
A Convenção Nacional também é um evento para integração entre os membros da JCI e de experiência culturais. Por isso foram promovidas diversas vivências da cultura japonesa, como workshops de oshibanaê (Alice Imai), origami (Thais Kato), kirigami (Naomi Uezu) e shodô (Associação Shodô do Brasil), além das apresentações de kendô (Saga Kendo), taikô (Grupo Requios), shamisen (Yuzo Akahori) e Matsuri Dance (membros da JCI Brasil-Japão). Todos desfrutaram também do show do ilusionista Mário Kamia.

Feedbacks – De acordo com Alexandre Kawase, “a Convenção Nacional foi um grande sucesso”. “Recebemos feedbacks positivos dos participantes, que se sentiram acolhidos e aproveitaram ao máximo o contato com os palestrantes, além de vivenciarem um pouco da nossa cultura japonesa. Acredito que todos voltaram para suas cidades inspirados e motivados a seguirem suas atividades na JCI. Particularmente, saio com o sentimento de orgulho por todo o trabalho e empenho dos membros juniores e seniores da JCI Brasil-Japão”, destacou Kawase.

Comentários
Loading...