IKEBANA: Em palestra na JHSP, Erisson Thompson abordará montagem, significados e simbolismos

Cônsul Yasushi Noguchi discursa durante lançamento do livro (Jiro Mochizuki)

Ainda sob efeito do lançamento do livro “A Poética da Ikebana”, realizada no dia 9 de setembro, na galeria Joh Mabe Espaço Arte e Cultura, em São Paulo, o presidente da Associação de Ikebana do Brasil, Ersson Thompson, realiza na noite desta sexta-feira, 27, na Japan House São Paulo, a palestra que leva o mesmo nome do livro.
Nesta palestra, Thompson conta que abordará o processo de montagem, a história, os significados e simbolismos acerca da ikebana. E também pretende falar sobre as obras escolhidas para compor o livro que, na visão do crítico de arte Enock Sacramento – que assina a obra em parceria com Thompson – “as ikebanas ganharam um olhar especial, são como obras de arte”.
“A simbologia é muito rica na cultura japonesa, sendo que poucas pessoas conhecem o significado do ‘Do’”, conta o professor, revelando que ficou surpreso com a quantidade de amigos que prestigiaram o lançamento – cerca de 350, de acordo com seus cálculos.
“Em parte, credito aos 42 anos dedicados à ikebana e ao chá. Esse trabalho acaba refletindo”, observa Thompson, destacando que “ikebana não é só um vaso com flor”. E estiveram no dia do lançamento o cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi; o vereador Aurélio Nomura – que assina o prefácio do livro – o presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Renato Ishikawa; o presidente da Associação Pró-Excepcionais Kodomo-no-Sono, André Korosue e o presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio, entre outros.

(Jiro Mochizuki)

Todos destacaram as qualidades do autor e também de sua esposa, a professora Dione. “Metade da inspiração do livro partiu dela”, brincou Aurélio, que lembrou o carinho e respeito que seu pai, o saudoso deputado Diogo Nomura, tinha para com Thompson.
Para o parlamentar, “A Poética da Ikebana é uma livro maravilhoso que certamente será uma referência para todos aqueles que admiram e gostam não só de ikebana como também da cultura japonesa”.
Da mesma forma, o cônsul Yasushi Noguchi afirmou que sempre admirou o empenho de Erisson Thompson em divulgar a ikebana. “Graças a ele, hoje muitos brasileiros conhecem esta arte”, disse o cônsul, acrescentando que ficou “impressionado” com o sucesso da exposição “Dô – A Caminho da Serenidade’, realizada de 29 de junho a 4 de agosto na mesma Japan House São Paulo em parceria com a Associação de Ikebana do Brasil. “O Consulado Geral do Japão continuará apoiando a divulgação da ikebana no Brasil”, concluiu Noguchi.
Já a vice-presidente do Centro de Chado Urasenke do Brasil, Madoka Hayashi, explicou que “o professor tem praticamente o mesmo tempo dedicado ao chadô. “Fico fascinado pelo fato de ele não ser descendente de japoneses e ter tanto conhecimento da flor e do chá, além de entender o idioma, o que é muito raro”, afirmou.
Para Thompson, o livro tem a pretensão de introduzir no universo das Belas-Artes do Brasil a arte da Ikebana, como uma forma de expressão da mais alta cultura do Japão.

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