Grupo de Jovens do Niten realiza apresentação no Ikoi-no-Sono

Grupo de Jovens do Niten (Hayabusa) apresentou algumas técnicas de kenjutsu (divulgação)
Grupo de Jovens do Niten (Hayabusa) apresentou algumas técnicas de kenjutsu (divulgação)

Como faz desde que foi fundado, há cerca de sete anos, o Grupo de Jovens (Hayabusa do Instituto Niten) realizou uma visita no dia 7 de abril na Assistência Social Dom José Gaspar “Ikoi-no-Sono”, em Guarulhos. No dia, cerca de 20 jovens participaram da ação, que consistiu em demonstrações das técnicas de kenjutsu para os internos, que se mostraram bastante ansiosos com a visita dos jovens samurais. O fundador do Instituto Niten, Jorge Kishikawa, que fez questão de acompanhar os jovens, explicou que o Hayabusa costuma realizar de 3 a 4 visitas semelhantes durante o ano, “quando fazem valer o 4º voto do samurai, que é a compaixão”.

Sensei Jorge Kishikawa com alunos doação de roupas (divulgação)
Sensei Jorge Kishikawa com alunos doação de roupas (divulgação)

Foram demonstradas técnicas de Iaijutsu, Kenjutsu combate, Katori shinto ryu e o Niten Ichi Ryu. Sensei Jorge Kishikawa, fez questão de acompanhar a visita por um motivo muito especial. “Devido ao recente falecimento do meu pai [Yoshiaki Kishikawa], ocorrido no dia 9 de fevereiro deste ano, decidi doar todas as suas roupas para o Ikoi”, conta o filho, explicando que, apesar de serem japoneses, muitos ainda não tinham visto uma katana (espada) de perto.
“Tive oportunidade de falar um pouco sobre o Katori Shinto Ryu, a técnica mais antiga do Japão e, em contrapartida, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o trabalho desenvolvido na entidade e, mais do que isso, ouvir muitas histórias”, diz Kishikawa.
Experiência que certamente a psicóloga Lorena Araújo não esquecerá tão cedo. “Sabemos das dificuldades que eles enfrentaram, mas é fascinante como eles conseguem transmitir tanta energia positiva. É, sem dúvida, um diferencial que fortalece nossos espíritos e traz um sentido muito especial às nossas vidas”, diz Lorena, praticante há cinco meses.

Jorge Kishikawa durante demonstração (divulgação)
Jorge Kishikawa durante demonstração (divulgação)

Estar vivo – Para o líder do grupo de jovens do Niten, Akio Asakawa, “a sensação que tive durante nossa campanha foi a de estar vivo, de estar acordando”. “Estava revivendo um exercício de compaixão fundamental à vida, mas que na correria do dia a dia é sempre um dos primeiros a ser deixado de lado. E de maneira ainda mais especial pois estávamos diante da própria história da comunidade nikkei no Brasil, contribuindo como podíamos, através do Ikoi, a favor da dignidade daqueles guerreiros”, destaca, acrescentando que, “poder levar a eles a nossa ‘espada que dá a vida’ me fez sentir como se estivesse indo de encontro com uma parte minha que faltava para estar vivo de verdade”.
Já para a irmã Teresia, receber novamente a visita do Hayabusa – a primeira foi há 4 anos – foi motivo de muita alegria. Segundo ela, o que impressinou a platéia foi a disciplina, calma, respeito e concentração dos jovens”.
“No final da apresentação dos jovens, os senhores Kumada e Saitotambém quiseram se apresentar pois, no primário, ainda no Japão, aprenseram um pouco de Kenjustu. Com muita bondade, o professor Kishikawa pediu para alguns jovens ‘lutarem’ com eles. E os dois idosos atacaram com muita força. Certamente eles não esquecerão tão cedo a vivência que tiveram neste dia”, conta Teresia.

Integração entre os participantes e público (divulgação)
Integração entre os participantes e público (divulgação)
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