Eduardo Yoshida pretende dar continuidade ao trabalho de seu antecessor na Aliança Cultural

Entre os projetos, novo presidente da Aliança Cultural pretende aumentar número de alunos (Arquivo/Jiro Mochizuki)
Entre os projetos, novo presidente da Aliança Cultural pretende aumentar número de alunos (Arquivo/Jiro Mochizuki)

Eleito para a presidência Aliança Cultural Brasil-Japão na Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 29 de abril deste ano, Eduardo Yoshida, de 71 anos, pretende dar continuidade ao trabalho de seu antecessor, Yokio Oshiro, que ficou no cargo por 4 anos.
Na ACBJ há cerca de dez anos, Yoshida conta com uma longa experiência na instituição. Vice-presidente do próprio Oshiro e posteriormente presidente do Conselho Superior, o novo presidente contabiliza passagens ainda pela Sanyo e pela Pilot Pen.
Aliás, foi no início de sua vida profissisonal que sentiu a importância de aprender japonês. “No meu caso, tive que aprender na raça mesmo”, diz. Paulistano, Eduardo Yoshida explica que é um desafio assumir o comando da maior escola de idioma japonês da América Latina. “Mas um motivo que me animou a assumir a presidência foi porque a maioria se comprometeu a me dar o maior apoio possível, portanto, espero a colaboração de todos e eu sei que, com certeza, terei”, disse ele, afirmando que uma de suas prioridades é “acompanhar os avanços no sistema de ensino”.

Boom – “A ideia é modernizar, se algo mudar vamos estar atentos para acompanhar essa mudança”, afirma Yoshida, lembrando que hoje e ACBJ tem 1500 alunos matriculados semestralmente somente nos cursos de japonês, além de outros 300 inscritos nos cursos de artes”.
Desse total, calcula que cerca de 40% são não descendentes de japoneses. A preocupação, explica, é aumentar o número de alunos. “A Aliança é uma entidade sem fins lucrativos e não temos outra fonte de recursos”, diz ele, acrescentando que a situação encontra-se estável nos últimos três anos, “mas poderia estar melhor”.
“A crise que o país atravessa está dificultando mas não temos outra saída”, disse, lembrando que a ACBJ viveu dois grandes “boom”. O primeiro, durante o início do fenômeno dekassegui. Outro grande momento pela procura do idioma japonês aconteceu em 2014.
“Esperamos que daqui para frente, com a realização dos Jogos Olímpicos em Tóquio e com a ida de yonseis para o Japão, haja novamente uma procura pelos cursos”, diz ele, antecipando que, “se for o caso, podemos até estudar implantar cursos rápidos de conversação do dia a dia”. Outro projeto que está em estudos é o ensino à distância. “Só vamos entrar quando tivernos certeza que podemos dar todo o suporte necessário”, conta.
Um projeto, no entanto, deve sair do papel em breve.. Trata-se do aumento das salas de aula no Centro Cultural Pinheiros. “Ocorre que tínhamos uma área destinada para o curso de gastronomia no local, mas está difícil sua implementação em função da legislação, que é muito complicado. Ou seja, é uma espaço que já existe e está livre e que pode se transformar em três salas de aula”, explica Yoshida, revelando que a ideia é dedicar uma das salas para ensinar nihongo para crianças.

Centro Cultural Aliança no bairro de Pinheiros (Arquivo/Jiro Mochizuki)
Centro Cultural Aliança no bairro de Pinheiros (Arquivo/Jiro Mochizuki)

Sobre a Aliança – Fundada em 1956 pelo ‘Príncipe dos Poetas Brasileiros’, Guilherme Almeida, a Aliança Cultural Brasil-Japão é uma associação sem fins lucrativos, que tem por finalidade o desenvolvimento do intercâmbio cultural entre o Brasil e o Japão.
A entidade mantêm-se na liderança da difusão da cultura milenar japonesa, através da promoção de cursos da língua japonesa, cursos de artes japonesa (origami, mangá, washi-ê, kiri-ê, ikebana, furoshiki, orinumo, shodô e kirigami), além dos cursos de língua portuguesa, de literatura brasileira e japonesa e de assuntos que dizem respeito à cultura desses dois países, sempre aliando metodologias inovadoras à criatividade.
Para saber mais acesse: www.aliancacultural.org.br

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