De olho no futuro, Harada Advogados Associados muda de endereço e se moderniza

Marcelo Harada (com Melissa no colo), funcionários e equipe de profissionais da Harada Associados

O escritório de advocacia Harada Advogados Associados está em novo endereço. Agora, em um ambiente mais amplo e moderno, o novo escritório fica a poucos quarteirões do antigo, onde o jurista Kiyoshi Harada e sua equipe atenderam por 15 anos. Apesar de estar no novo endereço – localizado à Rua Domingos de Morais, 2.781, conjunto 610 (próximo à estação Santa Cruz do metrô) – desde fevereiro, Harada só concluiu a mudança em março.

No último dia 29, ele abriu as portas para um seleto grupo de amigos , entre os quais o vereador Aurélio Nomura (PSDB), o ex-desembargador Jô Tatsumi, o presidente da Fundação Kunito Miyasaka, Roberto Nishio e o ex-presidente do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kihatiro Kita, além de Armando Kihara, Oscar Urushibata e Raimundo Uezono para apresentar as novas instalações.

Segundo o jurista, todo o escritório foi planejado de acordo com a vontade do filho, Marcelo Harada, seu sucessor. “Este espaço será dele. Depois de 52 anos de carreira, já estou quase pendurando a chuteira”, brinca o jurista, para depois consertar” “Se bem que ainda não posso largar, tenho que ficar mais alguns anos ainda”.

Um dos nomes mais respeitados em Direito Tributário e Direito Financeiro na América Latina, Harada explica que todo o projeto demorou um ano para ficar pronto, desde a elaboração da planta até a aprovação pela Assembleia Geral do condomínio. “Aqui eram seis conjuntos separados e derrubamos tudo para fazer uma nova divisão interna”, conta, acrescentando que o filho não só deu o toque de modernidade como também foi responsável pela disposição das mesas e até da mudança do logotipo.

 

Medalhas – “Ficou tudo bem mais prático. Foi feito do jeito dele, agora se fosse do meu jeito, não teria esse negócio”, diz, apontando para uma estante. “Essa parede ia ficar sem nada para eu pendurar meus diplomas. Fiquei sem parede para pendurar nada, meus quadros, meus certificados, estão todos encaixotados debaixo da minha mesa. Queria trazer também uma cristaleira que eu tinha, mas fui orientado que não combinava com a cor dos móveis”, diverte-se Harada, explicando que pelo menos conseguiu um lugar para suas medalhas. Ou para parte delas. “Mas está tudo bem, afinal é para a geração dele mesmo”, diz o jurista, que de sua sala consegue ter controle de quase tudo que acontece no escritório.

“Do meu celular consigo ver quem está chegando na recepção e também o que está acontecendo na sala de reuniões. Por exemplo, se tem alguém com hora marcada na portaria, largo o que estou fazendo e me preparo para me dirigir à sala de reunião porque hoje tempo é dinheiro”, diz ele, acrescentando que a sala de reunião, aliás, acomoda tranquilamente 16 pessoas.

“Da última vez chegou a ter 12 pessoas”, lembra, referindo se aos deputados estaduais do Novo Sérgio Victor e Ricardo Mellao, que estiveram acompanhados de assessores para uma troca de ideias.

Ficou com uma boa impressão dos novos parlamentares. “Parece que é uma geração que não foi eleita para se vangloriar. Eles queriam se informar dos problemas, em especial da legislação estadual do ICMS, que ninguém mais está aguentando, e da situação dos precatórios”, disse Harada, que conta hoje com nove funcionários, sendo sete profissionais.

 

Aprendizado – “Modéstia à parte, aliás, cada profissional meu vale por meia dúzia. Aqui tem aquela disciplina, tem horário para começar e um horário para sair. Por isso que todos os companheiros que estão aqui são aqueles que começaram no segundo ano de Direito. Eram estagiários e poucos estagiários foram incorporados, somente aqueles que vestiram a camisa”, elogia, afirmando que já teve oportunidade trabalhar com profissionais experientes mas que em todas elas acabou desfazendo a parceria.

Com 32 títulos publicados – a maior parte obras jurídicas – Harada só lamenta não ter mais tempo para escrever. Membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas e ex-Procurador-Chefe da Consultoria Jurídica do Município de São Paulo, Harada costuma viajar todo ano para o exterior acompanhado de sua esposa, a também advogada Felícia Harada.

As viagens quase sempre tem como destino a Europa, onde participa anualmente do Encontro Internacional de Juristas promovido pela  Rede Internacional de Excelência Jurídica – este ano, o 15º Encontro aconteceu em Milão, na Itália, e em 2020 será em Atenas, na Grécia.

“Em contato com juristas de outros países e às vezes até de outros continentes, a gente chega a conclusão que a vida é um aprendizado eterno”, diz, afirmando que “nessas andanças você tem muito a aprender mas também tem conhecimento para transmitir”.

 

Fiesp – Entre tantas atividades, ainda participa de um grupo de juristas na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que está elaborando um anteprojeto de lei para fazer um estatuto próprio das fundações. “As fundações, sejam elas de natureza filantrópica, cultural, institucional ou artística, não tem um estatuto próprio. Tem 3 artigos no Código Civil e isso está dificultando uma captação de recursos para que elas se mantenham”, explica Harada, que temporariamente se afastou do Bunkyo, onde chegou a a presidente do Conselho Deliberativo da entidade.

Ainda assim, não está dando conta de tantos afazeres. “Estou querendo emplacar meu 33º livro, Teoria e Prática do Lançamento Tributário. Antigamente fazia um livro em seis meses, mas por causa das minhas atribuições estou mais de um ano sem lançar nada. Estou tentando fazer nas horas vagas, mas quando estou terminando para digitar aparece algo urgente e tenho que parar”, diz ele, para quem “cinco minutos faz muita diferença”. “Costumo mexer com cinco, seis e às vezes até sete casos simultaneamente por dia. Às vezes até me atrapalho porque estou trabalhando num caso, interrompo e quando vou retomar acabo retomando um outro trabalho”, diz ele, explicando que tem quatro livros esgotados e não encontra tempo para atualizá-los. “O único que não deixo atrasar de forma nenhuma é o Direito Financeiro Tributário, que já está na 28ª edição.

 

De graça – Apaixonado pelo que faz, Kiyoshi Harada ensina que a vida não é só “ganhar e ganhar”. “Às vezes, dependendo da situação do cliente, a gente trabalha até de graça”, observa, afirmando que “estar com a consciência em paz não tem preço”.

“Aqui nós não prometemos o que não podemos cumprir. Falamos o que é possível fazer, o que não é possível fazer e o que pode ser tentado sem nehuma promessa de sucesso”, concluiu Harada.

(Aldo Shiguti)

 

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