CURITIBA: Escultura de Manabu Mabe é reinaugurada na Praça do Japão

Prefeito Rafael Greca, os filhos e netos de Manabu Mabe realizam a reinauguração da escultura em granito do artista Manabu Mabe na Praça do Japão (Rafael Castellano – SMCS)

De autoria de um dos mais respeitados e conceituados artistas plásticos que o Brasil já teve, Manabu Mabe (1924-1997), a escultura Centenário da Amizade Brasil/Japão – esculpida em 1995 para celebrar a data histórica – ganhou um local à altura de sua importância com sua reinauguração, no dia 22 de outubro, na Praça do Japão, construída em homenagem aos imigrantes japoneses que chegaram a partir de 1910 na capital paranaense.
A escultura foi doada ao município pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), que a manteve em seu jardim desde 1997. “A beleza deve ser contemplada por todos. Mas quando se trata de uma escultura do Manabu Mabe, tem que ser apreciada pelo povo que passa pela Praça do Japão”, disse Greca, que escolheu o local para a instalação da peça. Ela foi colocada na Avenida Sete de Setembro, no ponto em que a via se bifurca e dá início à Avenida República Argentina.
Trata-se da segunda escultura de um artista japonês a ocupar a praça. A primeira obra instalada no local foi da artista Tomie Ohtake.
Rafael Greca explicou que a ideia é ter, em outro canto da praça, um painel de Kazuo Wakabayashi, “para reunir criações de japoneses que são artistas, são grandes e são nossos”.

(Divulgação)

7 toneladas – A escultura é composta de dois círculos representando as bandeiras dos países amigos de longa data. Abaixo, o mar que divide as regiões. No outro lado, a vogal I simboliza a inovação que perpassa a relação entre ambos.
Executada em granito rosa sobre uma base de concreto, a peça é uma escultura de aproximadamente 7 toneladas e 2 metros de altura. Foi esculpida por Mabe em 1995, por sugestão do empresário da área de tecnologia da informação Keizo Assahida para celebrar o centenário da amizade Brasil-Japão.
Além do prefeito, estiveram presentes na reinauguração os filhos do artista, Ken e Joh Mabe; os netos Rafael Jun Mabe e Joh Mabe Júnior; a sobrinha, Lica Tsuchimoto; o vice-prefeito, Eduardo Pimentel; o cônsul geral do Japão no Paraná e em Santa Catarina, Hajime Kimura; o diretor-presidente do IBQP, Anderson Luiz da Luz; a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro; a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Dias; e a presidente da Agência Curitiba de Inovação e Tecnologia, Cris Alessi; além do vereador Edson do Parolin; familiares dos patrocinadores, empresários e lideranças nikkeis. O grupo Wakaba Taiko abrilhantou a cerimônia.

Escultura, que mede cerca de dois metros de altura, é uma celebração da amizade entre o Brasil e o Japão (Daniel Castellano – SMC)

Orgulho – Em entrevista ao Jornal Nippak, Ken Mabe destacou que “é motivo de orgulho e uma grande honra ser lembrados depois de tanto tempo e numa data tão especial e significativa para os japoneses e também para toda a comunidade nipo-brasileira”.
Segundo ele, a reinauguração foi marcada ainda por uma coincidência já que seu pai produziu a peça a convite de Rafael Greca, então prefeito de Curitiba em 1995. E a data escolhida, no dia da entronização do imperador Naruhito, também não poderia ter sido mais apropriada.
Ken Mabe também elogiou o local escolhido pelo prefeito para abrigar a obra. “A Praça do Japão fica num bairro nobre, na região do Batel, e realmente é um espaço muito bonito que conta com uma réplica do templo Kinkaku-ji”, explica, acrescentando que, “além disso, que a escultura fica num ponto estratégico da praça que obrigatoriamente faz com que ela seja vista não só por frequentadores como também por quem passa pelo local.

Artista, que faleceu em 1997, foi um dos principais artistas do país (Instituto Manabu Mabe)

Mural – Ken Mabe explicou que esta é a terceira escultura do pai em espaço público. A primeira é um busto em homenagem ao fundador do núcleo de Guaimbê (SP), Shuhei Uetsuka, localizado ao lado da Igreja Nossa Senhora da Aparecida, na Praça Independência, e a segunda é um monumento popularmente conhecida como “Mãe Grávida”, criado pelo artista em 1969 para comemorar o cinqüentenário da Imigração Japonesa em Mogi e que está localizado em frente à sede da Associaçãos dos Agricultores de Cocuera, em Mogi das Cruzes, também no interior paulista.
Manabu Mabe também é autor de um mural em mosaico denominado Vento Vermelho que fica dentro de uma capela localizada na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Santos, e é considerada umas das últimas obras do artista em vida – a última (um quadro) ainda encontra-se no cavalete, em seu ateliê. Em todo caso, é uma obra diferente das telas que ele fazia e que o tornaram mundialmente conhecido.
(Com informações do site da Prefeitura de Curitiba)

Comentários
Loading...