Cônsul e campeão olímpico prestigiam 21ª edição da Cajina; Osasco fica com o título da competição

(Divulgação)
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A Anma – Associação Nikkei Mirim de Atletismo – em conjunto com a AAV – Associação Até a Vista – realizou, no dia 17 de março, no Complexo de Excelência em Atletismo “Professor Oswaldo Terra da Silva”, em São Bernardo do Campo (Região do ABC paulista), a 21ª edição da Cajina – Competição Adulto Juvenil Infantil Nikkei de Atletismo, que contou com a participação de 11 equipes. E, mais uma vez, deu Acenbo (Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Osasco) na primeira colocação. A equipe de Osasco manteve a liderança absoluta da competição com 700 pontos. A equipe São Judas Tadeu ficou com o vice-campeonato com 573 pontos, seguida por Mogi das Cruzes na terceira colocação com 252 pontos.

Equipe de São Judas Tadeu (divulgação)
Equipe de São Judas Tadeu (divulgação)

Destaques individuais – Entre os homens, Eduardo Setsuo Miyamura, de Mirandópolis, da categoria “B”, foi o grande destaque no lançamento de disco e no arremesso de peso. Com 46,07 metros, ele superou seu próprio recorde de 42,74 metros que havia obtido no ano passado no lançamento de disco. E, no arremesso de peso, ele registrou 13,03 metros, superando o recorde anterior, de 12,87 metros que perdurava há 20 anos.
Entre as mulheres, Gabriela Otsubo Camilo dos Santos, da Saúde, tornou-se uma das grandes colecionadoras de Medalhas nas competições da Anma da categoria “A” . No arremesso de peso, a atleta alcançou 10,94 metros, superando a marca de 10,39 metros que havia sido obtido em 2014. E no lançamento de disco, ela conseguiu 40,12 metros, quebrando o recorde de 2018, que era de 34,08 metros.
Destaque também para Matheus Hiroyuki Yamamura, de Osasco, da categoria “A” na prova de salto em distância com a marca de 6,74 metros, superandi o recorde anterior que era de 6,43 metros, obtido em 2000.
Fábio Kovach Hayashida, também de Osasco, foi outro que registrou uma nova marca na categoria “A” na prova de lançamento de disco com a marca de 40,39 metros. O recorde anterior, de 38,03 metros, era de 2016.

Mogi das Cruzes ficou em terceiro (divulgação)
Mogi das Cruzes ficou em terceiro (divulgação)

Na categoria “C”, Gustavo Yoichi Canuto Nakayama, de Ibiúna, quebrou o recorde na prova de arremesso de peso com a marca de 11,38 metros, superando o recorde anterior de 10,78 metros, registrado em 2011.
Já Mainara Ota, de Mogi das Cruzes, na prova de 110 metros com barreira, quebrou o recorde na categoria “B” com a marca de 17,79 segundos, superando a narca anterior de 17,94 segundos registrado em 2009.
E também no feminino, Tais Lumi Ohoseki Pereira, de Mirandópolis, da categoria “B”, tornou-se a nova recordista no salto em altura com a marca de 1,56 metros, superando o recorde anterior de 1,55 metros, de 2018.
E completando o quadro de destaques da competição, a equipe de revezamento 4×100 “B” feminina de Osasco, formada por Milene Toshie Nishimura, Catherine Yukari Yamamura, Carolina Hirata e Larissa Mayumi Watanabe, registrou 0m53,77 segundos, superando o recorde de 0m54,66 segundos, obtido em 2018.
Para o diretor técnico da Anma e um dos principais árbitros da competição, Massami Ichiki, a 21ª edição entra para a história da Cajina como uma das competições com melhor índice técnico.

25 anos – Entre as autoridades e personalidades que prestigiaram o evento, destaque para a presença do cônsul geral do Japão em São Paulo, Yasushi Noguchi, e do atual recordista olímpico do salto com vara, Thiago Braz da Silva.

Cônsul discursa observado por Yudo Yassunaga (divulgação)
Cônsul discursa observado por Yudo Yassunaga (divulgação)

Representante do Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social), Kenji Kiyohara; o assessor do vereador Aurélio Nomura, Diogo Miyahara; o assessor do vereador George Hato, Olímpio Kozonoe e o presidente da Federação das Associações Culturais Nipo-Brasileiras da Noroeste, Shinichi Yassunaga, além de representantes das entidades participantes também marcaram presença.
Para o co-fundador e atual presidente da Anma, Yudo Yassunaga, visitas tão importantes “não só aumentam a responsabilidade da Anma e das equipes que a apoiam, mas também traz a certeza de que todos – dirigentes, pais, mães, árbitros, técnicos e atletas “estamos no caminho certo”. Yudo lembra que em 2020, a Anma irá comemorar 25 anos de fundação, e tem como objetivo manter aceso os ideais do atletismo nikkei. Para isso, explica, é preciso que todos continuem lutando e superando os obstáculos – mesmo que pareçam intransponíveis – para a preservação do atletismo nikkei.
Para Massashi Shibuya, um do mais antigos incentivadores do atletismo nikkei e fundador da Anma, poder celebrar 25 anos de fundação é um marco histórico. Edson Narita, 2º vice-presidente da Anma coordenador desta edição, considera esses apoios “motivo para que todos, desde atletas, técnicos, pais e mães de atletas, dirigentes e até mesmo patrocinadores amantes do atletismo continuem se empenhando em prol do atletismo nikkei.
Para o diretor técnico da Anma e árbitro da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo), Sérgio Yamamoto, reponsável pela presença de Thiago Braz na Cajina, a presença de um recordista olímpico traz prestígio à competição. “Não há dúvida que nossos atletas sentiram-se diferenciados de todos pelo fato de terem tido a oportunidade de conhecê-lo de perto, tirar fotos e até terem recebido medalhas de suas mãos. Certamente são momentos inesquecíveis para eles”, disse Yamamoto, que foi um dos árbitros titular nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e, portanto, está acostumado a “arbitrar competições com atletas internacionais.

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