Centro Esportivo Kokushikan inicia obras do Pavilhão

(Nikkey Shimbun)
(Nikkey Shimbun)

O Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social – realizou, no último dia 3, a cerimônia de início da obra do “Projeto de Redesenvolvimento do Centro Esportivo da Universidade de Kokushikan”, o empreendimento comemorativo dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil. A prefeitura de São Roque já havia autorizado a obra em dezembro do ano passado. A cerimônia de início da obra contou com a presença de 28 pessoas de entidades que utilizam o local, como o Bunkyo, o Conselho de Ligação dos Jovens de Cotia e a Associação Mallet Golf Kokushikan. O plano é adiantar a obra em ritmo rápido para poder realizar o Jotoshiki (cerimônia de levantamento de estruturas) até o Festival das Cerejeira em julho.
Finalmente iniciou-se a construção do principal legado das Comemorações dos 110 Anos da Imigração. O custo total da obra está previsto em 3 milhões de reais. No ano passado, o esforço de Yoshiharu Kikuchi, presidente do Comitê Executivo da Comemoração dos 110 Anos da Imigração, angariou 2,5 milhões de reais que foram entregues ao Bunkyo. Agora é a vez do Bunkyo angariar o que falta para completar o fundo necessário para a realização da obra.
A principal edificação da primeira fase de construção é o Pavilhão Multiuso localizado no Campo Aberto Médio. Com área total construída de 1.500 metros quadrados, a construção de dois pavimentos servirá de salão para eventos. Além de um salão com capacidade de 250 pessoas, o andar térreo contará com cozinha, bar, banheiro e vestiários. O primeiro andar ficará aberto, sem paredes cercando o espaço que servirá de espaço para utilizar em cerimônias de casamento.

Cronograma – O presidente da Comissão de Redesenvolvimento é Valter Sassaki, presidente do Nippon Country Club. Segundo ele, o cronograma de construção prevê a Cerimônia de Levantamento da Estrutura marcada para antes do Festival das Cerejeiras, em 7 de julho.

Cerimônia de Início das Obras celebrada pelo monge Satoshi Sakurai “gratidão e humildade” (Akiko Arima/Nikkey Shimbun)
Cerimônia de Início das Obras celebrada pelo monge Satoshi Sakurai “gratidão e humildade” (Akiko Arima/Nikkey Shimbun)

A Cerimônia de Início da Obra celebrada pelo monge Satoshi Sakurai do Templo Budista Jodoshu Nippakuji de Ibiúna contou com a presença do cônsul Satoshi Morita, do vereador Etelvino Nogueira de São Roque, da presidente Harumi Goya do Bunkyo, do presidente Akeo Yogui da Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo (Enkyo) e do presidente Kikuchi do Comitê Executivo.
O monge, disse em sua oração: “O objetivo de construir o Pavilhão é difundir e integrar os costumes e a cultura do Japão. Desejo que as obras de construção sejam encaminhadas sem nunca esquecer a gratidão e o sentimento de humildade por termos sido aceitos por esta terra”.
A presidente Goya expressou seu desejo: “que este lugar possa ser utilizado pela próxima geração e pelo maior número de pessoas”. O vereador Nogueira discursou: “Os imigrantes japoneses trouxeram ao Brasil uma magnífica cultura tanto na educação quanto na saúde. A cidade espera aproveitar bem as futuras instalações”.

Kikuchi conclamou o brinde em nome do sucesso da obra (Akiko Arima/Nikkey Shimbun)
Kikuchi conclamou o brinde em nome do sucesso da obra (Akiko Arima/Nikkey Shimbun)

Antes de saborear a refeição preparada pelo Buffet Amami, quem conclamou o brinde em nome do bom sucesso das obras foi o presidente Kikuchi do Comitê Executivo. Desde que veio ao Brasil, Kei Kuroki reside 64 anos na cidade (85 anos, da província de Miyazaki) e frequenta o Centro Esportivo desde a sua inauguração, em 1982. “Fico feliz com o redesenvolvimento. Tenho 10 netos e 4 bisnetos e espero que as instalações sejam aproveitadas por eles”.

Kikuchi com Teruco Kamitsuji, Harumi Goya e Carlos Fukuhara (Akiko Arima/Nikkey Shimbun)
Kikuchi com Teruco Kamitsuji, Harumi Goya e Carlos Fukuhara (Akiko Arima/Nikkey Shimbun)

O presidente Akio Hachizome (78 anos, província de Gunma) da Associação de Mallet Golf Kokushikan comentou: “Até agora, quando realizávamos eventos, tínhamos de alugar barracas. É muito bom por ter um salão pronto aqui”.
(Akiko Arima, do Nikkey Shimbun)

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