Calor e praia, combinação ideal para pescar!

Como qualquer outra modalidade, tem equipamento específico para melhorar seus resultados.
Evite acidentes! Lembrar que a prática só é indicada se a praia estiver livre de outros frequentadores. Duas sugestões de conjuntos para usar no chamado “pé na areia”.
As varas para esta modalidade podem ser telescópicas ou em segmentos. No caso das longas varas para molinetes, em alguns modelos o passador próximo ao cabo acompanha o diâmetro do carretel do molinete e é dobrável para evitar quebras e facilitar na hora do transporte.
Opção 1 – Pesca na espuma

-vara até 2,75 m e capacidade de arremesso para 80 gramas – ponta fina ou de agulha
Equipamento leve para o pescador ficar com ela na mão e facilitar sentir a batida do peixe. Conhecida como pescaria na espuma, isto é, a curta distância, os peixes são menores e rápidos na mordida.
-carretilha/molinete médio para pequeno
Não há necessidade de muita linha, pois os lançamentos serão de no máximo 40 metros. Quanto menor, mais leve.

-linha de 0,18 a 0,20mm
A finalidade é a captura dos peixes de menor porte, que ficam na espuma das ondas. Linha fina para alta sensibilidade e sofrer menos ação dos ventos e ondas.

-Líder até 0,35 mm (comprimento de 3x o tamanho da vara)
Para o caso de um peixe de maior porte bater na isca, o pescador duelar com o peixe com segurança, e aguentar na hora do arremesso, o peso do chumbo + iscas

-anzóis pequenos como referência os modelos Akita Kitsune (6 ou 7) e Maruseigo (6 a 8)
Como o objetivo é o peixe de menor porte e boca menor, um anzol afiado e pequeno é o recomendado.

Opção 2 – Pesca de espera

-vara de 3,30 metros a 3,90 metros e capacidade de arremesso de chumbadas com até 130 gramas
O peixe visado está a mais de 60m da praia, para alcançar esta distância, é necessário uma vara com maior potência. A escolha recai sobre as que possam arremessar chumbadas mais pesadas para alcançar distâncias maiores nos lançamentos. Destaca-se também que vara longa, posiciona a linha mais alta que as ondas, melhorando assim a percepção da batida do peixe.
O modelo de vara também pode ser denominado surf cast (supera 3,90m de comprimento) tendo como referência principal, sua capacidade de arremesso ou casting weight.
-carretilha/molinete médio para grande
Pelas distâncias maiores, precisará de mais linha e assim a necessidade de aumentar o tamanho do molinete / carretilha.

-linha base em torno de 0,20 mm
Grandes distâncias exigem linha fina, então se aumenta somente um pouco o diâmetro, para conseguir que a mesma saia com velocidade e menor atrito com o ar.

-líder até 0,55 mm (comprimento de 3x o tamanho da vara)
Proteção para peixes de maior porte que porventura entrem na pescaria, e suportar no arremesso o peso da chumbada + iscas.

-anzóis médios modelo Maruseigo nos tamanhos entre 10 a 16
Aumenta-se o tamanho do anzol, para oferecer uma isca maior. O modelo apresenta robustez combinando com ponta altamente afiada, além de um desenho especial que proporciona uma fisgada certeira.

CHUMBADAS (para as duas opções)

Locais com fundo de pedras: utilizar pesos arredondados como: gota, pingo, bola, etc. Óbvio que precisa adequar o peso x distância pretendida x casting do equipamento.
Praias com fundo de areia: utilizar chumbadas com formatos retos e que permitam neutralizar parcialmente a ação da água, neste caso o mais indicado é a pirâmide (agarra no fundo devido ao seu desenho, proporcionando boa ancoragem quando a maré está forte), triângulo, aranha e seus derivados.
•Carambola é o mais aerodinâmico, finaliza em longos arremessos devido a sua capacidade de cortar o ar.
•Gota, utilizada quando se tem fundo de pedra. Este modelo quando tracionado tem como tendência subir à superfície, diminuindo a chance de acontecer o enrosco.
•Medalha – tem um furo no meio e ação igual ao de gota.
•Oliva – é a chumbada mais comum, com furo interno que vai de ponta a ponta, sendo colocado antes do anzol deixando a linha solta, proporcionando maior sensibilidade na mordida do peixe. Normalmente utilizada para isca viva.
Existem modelos com ganchos que ficam travados no lançamento. Depois do contato na areia, é dar um puxão, os ganchos se armam e firmam a chumbada no fundo arenoso.

Iscas
As melhores iscas são as capturadas no local da pescaria. Se na praia tiver corruptos (pequenos crustáceos que se enterram na areia), então com um apetrecho especialmente desenhado para sua captura, ir à caça. O momento de pegar a isca é na maré baixa, quando observamos os buraquinhos na areia que a água do mar depois vai cobrir. Maré enchendo é hora de pescar.
Outras iscas: minhocas de praia, tatuíras, baratinhas do mar, moluscos, sem esquecer das lulas e camarões em pedaços. Se for atrás dos grandes peixes: pedaços de peixes ou sardinhas inteiras.
Para a isca não se soltar na hora do arremesso, é aconselhável dar algumas voltas com elastricot ou um pedaço de linha bem fina.
Se a praia for a que afunda lentamente, imprescindível identificar a localização dos canais – paralelos a praia – onde os peixes ficam a caça. Para perceber no visual, acompanhar a formação de uma onda e onde se desmanchar, aí está um canal. Arremessar para a isca cair após o canal. Recolher até sentir certa pressão na linha – indicando correnteza. Colocar a vara no apoiador, travar o equipamento, recolher o suficiente para manter a linha esticada, e aguardar a batida do peixe.
Bom ter tesouras, alicates e material reserva (linhas, anzóis e etc). Proteção é fundamental, então usar: protetor solar, bonés ou chapéus, óculos escuros (polarizados), apoiadores de varas – para facilitar sua vida na hora da reposição da isca e conforto na pesca de espera. Manter-se hidratado, bebendo bastante água, e se prevenir contra queimaduras solares, evitando o horário do sol mais forte.
Ótimas pescarias!!!

 

Apoio:

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Maré Iscas www.mareiscas.com.br

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