Bunkyo celebra nova etapa do Pavilhão Kazuo Harasawa e lança Campanha de Plantio de Sakurás

Convidados reunidos para a pose do plantio do pé de sakurá (Jiro Mochizuki)

Acostumado a abrigar o Festival das Cerejeiras Bunkyos – Sakura Matsuri – que este ano chegou a sua 23ª edição, o Centro Esportivo Kokushikan Daigaku, em São Roque (SP), abriu suas portas no último dia 17 para um evento “diferente”. Trata-se da Cerimônia da Cumeeira (Muneague) do Pavilhão Kazuo Harasawa. Considerado o principal legado das comemorações dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, o projeto visa dar sustentabilidade financeira e ambiental do Centro Esportivo Kokushikan Daigaku e, ao mesmo tempo, criar um local de referência dos nipo-brasileiros para os próximos anos.

Vista do Pavilhão Kazuo Harasawa (Jiro Mochizuki)

Segundo o presidente da Comissão para Comemoração dos 110 Anos da Imnigração Japonesa no Brasil, Yoshiharu Kikuchi, dos R$ 4 milhões arrecadados pela comissão, R$ 2,5 milhões foram destinados para as obras de melhoria e infraestrutura do Kokushikan, em especial o Pavilhão Kazuo Harasawa, que consiste em um amplo salão multiuso, em dois pisos, orçado inicialmente em R$ 3 milhões. As obras também contaram com o valioso apoio da família de Kazuo Harasawa, que doou R$ 1 milhão para a sua construção.
Estiveram presentes à Festa da Cumeeira – cujo objetivo é comemorar a finalização da parte mais alta de uma construção, o telhado, e pedir proteção aos deuses para o seu acabamento – apenas alguns convidados, como a viúva de Kazuo Harasawa, dona Kaneko, e os filhos Carlos e Lucy; o presidente da Diretoria do Bunkyo, Renato Ishikawa, e o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, André Korosue; o cônsul geral adjunto do Consulado Geral do Japão em São Paulo, Akira Kusunoki; o presidente da Comissão para Comemoração dos 110 Anos da Imigração Japonesa no Brasil, Yoshiharu Kikuchi; o presidente da Fundação Kunito Miyasaka; Roberto Nishio e o presidente da Acal – Associação Cultural e Assistencial da Liberdade, Hirofumi Ikesaki, além de representantes da Associação Cultural e Esportiva Vargem Grande Paulista, Associação Cultural de Mairinque, Associação Mallet Golf Kokushikan e Cotia Seinen Renraku Kyoguikai, entre outros.

O monge Sakurai (Jiro Mochizuki)

Bom presságio – O domingo ensolarado após uma semana chuvosa foi sinal de bom presságio.O monge Sakurai Soyu do Templo Budista Jodoshu Nippakuji agradeceu por este dia ter chegado e desejou sucesso até a inauguração da obra.
O secretário geral do Bunkyo, Celso Mizumoto, lembrou que o Centro Esportivo Kokushikan Daigaku foi doado ao Bunkyo em 1997 pela Fundação Escolar Kokushikan. A área, de 23 alqueires – boa parte coberta de mata nativa – conta com um ginásio esportivo, um campo de mallet golf, quadras de tênis e cerca de 400 pés de cerejeiras.
Ele destacou ainda que, anualmente, acontece no local o Festival das Cerejeiras Bunkyos. “Este ano, o evento foi realizado em dois finais de semana para um público estimado em cerca de 30 mil pessoas”, disse Mizumoto, que agradeceu os parceiros que dão respaldo para a viabilização da principal atividade realizada no Kokushikan que, segundo Mizumoto, tem um custo de manutenção siginificativo.

Carlos Harasawa: “É gratificante” (Jiro Mochizuki)

Frutos – “Hoje, com este empreendimento, damos um grande passo para a viabilização do projeto de sustentabilidade do Kokushikan no médio e longo prazo para que ele se torne um grande centro de eventos para a comunidade e sirva de exemplo para outras iniciativas”, explicou Mizumoto, que agradeceu a família Harasawa pela “generosa contribuição”.
Falando em nome da família, Carlos Harasawa afirmou que nada é mais confortável do que saber que a doação está sendo bem administrada e que será usada em benefícios de todos. “Podemos ver os frutos”, destacou Carlos, que elogiou a atuação da equipe comandada pelo presidente Renato Ishikawa, que considerou uma gestão “fantástica”. “No conjunto, torna o Pavilhão um empreedimento admirável e cheia de energia transformadora”, ressaltou.

Yoshiharu Kikuchi (Jiro Mochizuki)

Gratidão – Já Yoshiharu Kikuchi agradeceu o empenho de todos e confidenciou que há espaço para um segundo Pavilhão. “Daqui nove anos, se todos colaborarem, quem sabe não podemos dar início à construção de um segundo pavilhão nas comemorações dos 120 anos”, explicou.
Um dia de gratidão e esperança. Assim o presidente Renato Ishikawa iniciou sua breve fala. “Gratidão portodos aqueles que nos ajudaram e contribuíram até agora para que pudéssemos chegar neste momento,”, disse Ishikawa, lembrando que este trabalho foi iniciado na gestão anterior, da então presidente Harumi Goya e que contou com o incansável trabalho de Yoshiharu Kikuchi. “Vamos precisar dele para fazer o acabamento deste prédio”, brincou Ishikawa referindo-se ao talento e carisma de Kikuchi.
Agradeceu também ao “batalhador” Celso Mizumoto, colaboradores e fez uma menção especial ao arquiteto Eiji Hayakawa, autor do projeto. “Vamos continuar trabalhando forte para que este espaço seja realmente um exemplo para nós nikkeis”, finalizou Ishikawa.

Representando o cônsul geral, Akira Kusunoki parabenizou a cerimônia em nome do governo japonês e endossou as palavras de Kikuchi. “Estamos começando a nova década de imigração japonesa e, por coincidência, este ano estamos dando início também à nova era no Japão com a entronização do novo imperador. Por isto, esta obra tem um sentido especial e fico feliz em compartilhar esta alegria de começar a era Reiwa, que como todos já devem saber, significa bela harmonia. Assim, espero que esta obra simbolize a bela harmonia entre os dois países”, discursou Kusunoki.

Celso Mizumoto: “Batalhador” (Jiro Mochizuki)

Bosque – Ao Jornal Nippak, o presidente do Bunkyo revelou que o acabamento está orçado em cerca de R$ 1,5 milhão. Para ele, os vidros devem ser a parte mais cara. Já Celso Mizumoto acha que daqui dois a três meses o pavilhão já vai estar em condições “precárias de uso”.
No final, os convidados participaram do lançamento da Campanha de Plantio de Sakuras. A ideia, segundo Celzo Miuzumoto, é plantar 111 mudas este ano e assim sucessivamente até atingir mais 1600 árvores até 2028, totalizando 2 mil sakurás até 2028, quando serão comemorados os 120 Anos da Imigração Japonesa no Brasil.
Presidente da Acal, Hirofumi Ikesaki comandou o brinde.

Ikesaki comandou o brinde (Jiro Mochizuki)
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