BADMINTON: Jovens querem criar departamento no Bunkyo

Mario Okuhara durante treinamento no Nippon Country Club, em Arujá (divulgação)

Modalidade esportiva bastante popular mundo afora – é o segundo esporte mais praticado no mundo – o badminton vem conquistando um número cada vez maior de praticantes também no Brasil. Empolgados com o excelente desempenho de Ygor Coelho nos Jogos Pan-Americanos realizados em Lima, no Peru – onde conquistou a medalha de ouro – um grupo liderado pelos jovens Henrique Tikasawa, de 20 anos, e Mario Okuhara, de 14, querem criar um Departamento de badminton no Bunkyo (Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social). Segundo eles, a conversa com a entidade já está bastante adiantada e caminha para um final feliz.
Praticante desde os dez anos de idade, Henrique Tikasawa explica que a ideia é não só criar um espaço para treinar e jogar mas também um lugar para transmitir valores como a amizade. “E acredito que essa proposta vem de encontro com o que pensa a atual diretoria do Bunkyo, de investir nos jovens”, explica Tikasawa, lembrando que tanto ele como Mario Okuhara decidiram procurar a principal entidade representativa nikkei do país pela dificuldade de conseguir clubes em São Paulo para treinar e jogar.
“Na Capital são poucos clubes que oferecem o bandminton e nos poucos que tem você precisa ser sócio”, diz Tikasawa, afirmando que a ideia já conta com o aval do instrutor Pedro Pahor, que dá aulas no Clube Pinheiros.

Mário Okuhara e Henrique Tikasawa (divulgação)

Família – Por coincidência, Henrique Tikasawa e Mario Okuhara são associados do Nippon Country Club, localizado em Arujá (SP). Tikasawa lembra que descobriu o esporte no Colégio Santo Agostinho, por intermédio do professor Zito. E foi paixão à primeira vista. Segundo ele, o que mais o fascinou nesse esporte foi a agilidade já que os movimentos, explicam, lembram os da esgrima”.
Filho do diretor e produtor Mario Jun Okuhara, Mario Okuhara conta que, na verdade, ele e o seu irmão mais novo, Guilherme, estavam procurando outro esporte – o beisebol – quando viram no badminton uma modalidade que poderia ser praticado pela famíla toda.
“Achei bem legal porque se diferencia do tênis por ser mais aéreo e dinâmico”, explica Mario Okuhara. Para Henrique, apesar de ser bastante popular no mundo inteiro, no Brasil ainda é algo recente. “Antes o pessoal não conhecia e até levavam na brincadeira, mas hoje o pessoal já sabe o que é”, observa, explicando que o Departamento do NCC reúne cerca de 200 jogadores, entre homens e mulheres, de diversas faixas etárias.

(Divulgação)

Segundo ele, o badminton também vem crescendo entre a comunidade nikkei. Um dos motivos pode ter conexão com os atuais líderes do ranking mundial. Tanto entre os homens como entre as mulheres, os japoneses dominam com Kento Momota e a jovem Akane Yamaguchi, de apenas 20 anos no feminino. Não à toa, os dois são considerados favoritos à medalha olímpica.
Por aqui, o nikkei mais bem ranqueado é o paulista Vinicius Enzo Sugiura, do Esporte Clube Pinheiros. E um dos pioneiros foi Guilherme Kumasaka, que atualmente é técnico do Paulistano.
Segundo Henrique, no Japão, o sucesso é tanto que o esporte virou até mangá. Em “Hanebado”, Kentarou Tachibana é um treinador de badminton do ensino médio que tem mais entusiasmo do que membros em seu pequeno time. Um dia, ele conhece uma estudante de poucas palavras chamada Ayano Hanesaki, que é habilidosa e experiente em badminton e tenta recrutá-la, mas ela não demonstra interesse no esporte. “Queremos aproveitar o embalo para atrair mais praticantes, principalmente entre os jovens”, diz Henrique, explicando que o grupo criou até uma logomarca.

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