Arnaldo Katayama e Francisco Sato recebem homenagem da Alesp

(Aldo Shiguti)

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo realizou, no último dia 16, no Plenário “Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira”, sessão solene com a finalidade de outorgar o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao jornalista e presidente da Abrademi (Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações), Francisco Noriyuki Sato, e ao presidente da Associação Cultural dos Provincianos de Kochi no Brasil, Arnaldo Katayama.
O colar é a maior honraria oferecida pela Alesp, entregue somente para pessoas que se destacaram e contribuíram para o desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de São Paulo.
A iniciativa, do deputado estadual Márcio da Farmácia, com apoio do ex-deputado Pedro Kaká, contou com a presença do cônsul geral adjunto, Akira Kusunoki, do vereador de Diadema Márcio Júnior e do ex-vereador Ushitaro Kamia.
Na abertura da sessão, Márcio da Farmácia anunciou uma “quebra de protocolo” e passou a Presidência da Mesa para Pedro Kaká, que deu continuidade às homenagens. O primeiro a discursar foi o vereador Márcio Júnior. Filho do deputado Márcio da Farmácia, o vereador disse que não conhecia a trajetória dos homenageados mas tão logo foi convidado procurou inteirar-se do assunto. Já Ushitaro Kamia observou se tratar de duas homenagens merecidas, “pelo bem que os dois fizeram ao pais”. “Ao longo desses 111 anos de imigração japonesa, nossos antepassados lutaram para manter acesa a chama das tradições e da cultura de sua terra natal e graças a pessoas como nossos dois homenageados essa chama vem sendo propagada”, explicou Kamia.

Kamia, cônsul, Márcio da Farmácia, Pedro Kaká e Márcio Júnior (Aldo Shiguti)

Já Pedro Kaká explicou que “o mangá transmite cultura, história e conhecimento, mas, sobretudo, valores aqui representados pelo cônsul Akira Kusunoki”.
O cônsul, por sua vez, destacou a trajetória dos dois homenageados. Sobre o presidente do Kochi Kenjinkai, disse que o Arnaldo vem colaboranbdo com a comunidade nipo-brasileira, presidindo a associação, além de ter sido um dos criadores do To-Sa Matsuri – Festival de Cultura Brasil-Japão que este ano chega a sua 8ª edição neste fim de semana (24 e 25), no Parque Fernando Costa, trambém conhecido como Parque da Água Branca.
“O To-Sa, que passou a ser organizado pelo Seinen de Kochi, é um evento de destaque na divulgação da cultura pop do Japão atraindo muitos jovens, principalmente os não descendentes de japoneses”, disse Kusunoki, que sobre Francisco Sato, um dos fundadores da Abrademi, destacou que hoje o mangá tornou-se muito popular no Brasil, conquistando crianças e jovens e até mesmo adultos, colaborando na difusão de grandes eventos da cultura japonesa no Brasil”.

Agradecimento – “Deputado de primeiro mandato” – como ele mesmo se apresentou – Márcio da Farmácia parabenizou o deputado Pedro Kaká, que lhe ensinou muito, e também falou sobre o importante papel de intercâmbio exercido pelos dois homenageados da noite.
Para o líder do Podemos, são duas personaidades que contribuíram e contribuem para o desenvolvimento da cidade de São Paulo, do Estado e do país.
Os homenageados também foram breves em seus discursos de agradecimento. Ambos afirmaram não merecerem a honraria. “Tanto o Arnaldo [Katayama] como eu somos homens de bastidores, ou seja, gostamos de trabalhar no fundo da cozinha, o que se aplica literalmente ao Arnaldo. No meu caso, como jornalista, meu trabalho é fazer outras pessoas aparecerem”, disse Sato.

Esposas – Para ele, “quando falamos em divulgar a cultura japonesa não significa que o Japão seja o melhor país do mundo”. Segundo ele, trata-se de um país que, assim como qualquer outro, também tem seus problemas, mas que, “no geral, funciona bem”. Explicou que, apesar de sua dimensão territorial – “é 23 vezes menos que o Brasil e “um pouco maior que o Estado de São Paulo” – e problemas com vulcões – ainda tem cerca de 20 ativos – é hoje a terceira maior economia do mundo. “Se conseguirmos extrair um pouco de cada país, certamente seremos uma potência”, disse Sato, que fez questão de compartilhar o Colar com a sua esposa, Cristiane Sato – “grande conhecedora das história oriental e ocidental” – “e com todos os amigos que vieram me prestigiar nesta noite”.
O outro homenageado da noite, Arnaldo Katayama, assim como dissera Francisco Sato, também afirmou não merecer o Colar e fez questão de dividir a honraria com sua esposa, Akiko. “Ninguém faz nada sozinho. No kenjinkai trabalhamos em equipe e se tenho conseguido algo, devo a todos os meus amigos e é com eles que divido esta conquista”, afirmou Katayama.

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