Aliança Cultural Brasil-Japão lança Livraria Virtual e busca consolidar novas parcerias

Livros do curso Marugoto lideram as vendas meta é ampliar cada vez mais o leque de títulos (Aldo Shiguti)
Livros do curso Marugoto lideram as vendas meta é ampliar cada vez mais o leque de títulos (Aldo Shiguti)

Em evento realizado no último dia 30, no Auditório Kunito Miyasaka do Centro Cultural Aliança, no bairro de Pinheiros (zona Oeste de São Paulo), e que contou com profissionais da área e parceiros em potencial, como o gerente comercial da Editora Estação Liberdade, Douglas Bianchi e membros da Anbla (Associação Nipo-Brasileira de Letras e Artes) – além do diretor geral da Fundação Japão em São Paulo, Masaru Susaki, – a Aliança Cultural Brasil-Japão (ACBJ) lançou oficialmente sua Livraria Virtual. Trata-se de um portal criado para atender o público da instituição.

Eduardo Yoshida “Sonho antigo da Aliança” (Aldo Shiguti)
Eduardo Yoshida “Sonho antigo da Aliança” (Aldo Shiguti)

Presidente da ACBJ, Eduardo Yoshida disse que a Livraria Virtual era um “sonho antigo” da instituição. “O projeto vinha desde a gestão anterior”, explica.
A plataforma foi criada em 90 dias pela Time Comunicação – parceira da Aliança – e lançado de forma experimental em dezembro do ano passado. Responsável pela montagem do projeto, Diogo Torres conta que a ideia era “sentir o retorno do público”. “No início, só os usuários ou quem tinha cadastro podiam acessar”, explica, acrescentando que, “assim mesmo os resultados foram surpreendentes”.

Yokio Oshiro, ex-presidente da Aliança “ferramenta importantíssima” (Aldo Shiguti)
Yokio Oshiro, ex-presidente da Aliança “ferramenta importantíssima” (Aldo Shiguti)

Em um levantamento feito pela instituição, em apenas cinco meses e sem nenhuma divulgação, foram vendidos quase mil livros de forma espontânea. “Cerca de 70% das vendas corresponde aos livros didáticos do Curso de Marugoto”, conta o ex-presidente da ACBJ, Yokio Oshiro, referindo-se aos livros didáticos para estudantes de japonês da Fundação Japão.
“Recebemos pedidos de lugares que nem imaginávamos que comprassem, como a Amazônia e o Nordeste, além do Paraná”, destaca Torres.

Masaru Susaki, da Fundação Japão (Aldo Shiguti)
Masaru Susaki, da Fundação Japão (Aldo Shiguti)

Além de livros didáticos, as “gôndolas” da Livraria Virtual da Aliança disponibilizam ainda livros de artes, em um total de 30 títulos catalogados, como os de “Cultura Japonesa – Entendendo o Japão” (Volumes 2 e 3), da Editora Jornalística União Nikkey; “Izakaya: Por dentro dos botecos japoneses”, da Melhoramentos; “Hideko Honma”, da D&A Editora de Livros de Artes, e “A Arte dos Mestres de Origami”, organizado pela professora Mari Kanegae, e “Origami – Arte e Técnica de Dobradura”, de Maria Kanegae e Paulo Imamura – ambos da Aliança Cultural Brasil-Japão.
“Futuramente vamos ampliar as ofertas, mas sempre com livros ligados à cultura japonesa”, antecipa Oshiro, explicando que a ideia da Livraria Virtual é “dar oportunidade e abrir espaços para escritores e editoras que trabalhem com obras ligadas à cultura japonesa”.

Facilidades – “Além da Editora Estação Liberdade, que no dia 18 de maio comemorou 30 anos de história e atividades e da Anbla, que reúne cerca de 150 associados – a entidade abarcou também a Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku do Brasil – estamos em conversas bastante adiantadas com a Editora Unesp”, revela Oshiro, lembrando que a Livraria Virtual é uma ferramenta que ajudará a Aliança Cultural Brasil-Japão cumprir sua missão, que é a de divulgar a cultura japonesa através de dois segmentos: o ensino da língua japonesa – a ACBJ é considerada atualmente a maior escola de idioma japonês da América Latina – e da área de artes japonesas.
“A Livraria Virtual é uma janela a mais que se abre na tentativa de buscarmos sempre algo que agregue e reforce nossa missão”, diz Oshiro, explicando que o “start” foi a dificuldade de muitos alunos em ter acesso aos materiais da Aliança.
“Constantamos que muitos têm dificuldade de se locomover até a nossa Secretaria e hoje, no mundo globalizado que vivemos, não podemos deixar essa ferramenta de lado”, observa Oshiro.

Acesso – O acesso à Livraria Virtual é feito pelo site da Aliança Cultural Brasil-Japão, que contabiliza cerca de 10 mil visitas por mês. Segundo Torres, trata-se de uma plataforma normal de e-commerce em que a pessoa escolhe o que quer comprar. O passo a passo é simples. Ao entrar no site da Aliança Cultural Brasil-Japão (www.aliancacultural.org.br) aparecerá uma janela no canto superior direito. Basta clicar e entrar para navegar na Livraria Cultural.

Diogo Torres, da Time Comunicação (Aldo Shiguti)
Diogo Torres, da Time Comunicação (Aldo Shiguti)

Ao clicar no produto, o interessado terá todas as informações sobre o item que está adquirindo e pode escolher a forma de pagamento e de envio (Sedex ou Encomenda PAC). Se for da Capital, existe ainda a opção de retirar o produto em alguma das Unidades da Aliança – com total segurança.
Além dos meios de comunicação, como o Jornal Nippak e Nikkey Shimbun, a Aliança deve divulgar a Livraria Virtual também em suas redes sociais. Diogo Torres explica que os livros digitais também fazem parte dos projetos da Aliança.

Repercussão – Douglas Bianchi, da Estação Liberdade, conta que a ideia é disponibilizar todo o conteúdo sobre cultura japonesa do acervo da editora, entre poesias, ensaios e romances. Para o 1º Secretário da Anbla, Jun Sakakura, o objetivo é consolidar uma parceria com a ACBJ não só na Livraria Virtual, “mas ampliar em todas as áreas”. “Queremos que apareça um futuro ganhador nikkei do Prêmio Nobel de Literatura. Por que não?”, indaga.

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