3º Enbukai agradece pioneiros e celebra Dia Mundial do Karatê

(Aldo Shiguti)

A Associação Okinawa Kenjin do Brasil e Centro Cultural Okinawa do Brasil realizaram no último dia 20, na sede da AOKB, no bairro da Liberdade, em São Paulo, a terceira edição do Enbukai de Okinawa Karatê-do e Kobudô.
Este ano, participaram representantes de oito dojos de alguns dos principais estilos de Okinawa ligados aos shibus: Okinawa Karate-do Goju-Ryu Shobukan (Morihiro Yamauchi Sensei ‒ Hanshi ‒ 9º dan); Karatê Okinawa Gojuryu Seibu-kan do Brasil (Morimasa Yamauchi Sensei ‒ Hanshi ‒ 9º dan); Associação Okinawa Shorin-ryu Karatê-Do Kobudo Shinshukan (Masahiro Shinzato Sensei ‒ Hanshi ‒ 9º dan); União Ken In Kan Goju Ryu de Karate (Pedro Hidekasu Oshiro Sensei ‒ Kyoshi ‒ 8º dan); Okinawa Shorin-Ryu Karate-Do Shidokan do Brasil (Marcelo Yonamine Sensei ‒ Kyoshi ‒ 7º dan); Okinawa Shorin-Ryu Karatê-Do Jyureikan e Kobudo Jinbukai do Brasil (Flavio Vicente de Souza Sensei ‒ Kyoshi ‒ 7º dan); Meiyoshinkai Shidokan Okinawa-Te e Kochinda Kobujutsu (Marcolino Malosso Filho Sensei ‒ Kyoshi ‒ 7º dan) e Okinawa Shorin-Ryu Karatê-Dô e Kobudô Shobu-kan do Brasil (Luís Carlos Itiro Nakati Sensei ‒ Renshi ‒ 6º dan), totalizando cerca de 220 atletas.

Senseis foram homenageados pelos organizadores (Fotos Aldo Shiguti e Jiro Mochizuki)
Aurora Nakati (Fotos Aldo Shiguti e Jiro Mochizuki)

Segundo a presidente da Comissão do 3º Enbukai, Aurora Kyoko Nakati Kinto, o evento – que já era realizado no final dos anos 60 e, após uma interrupção foi retomado em 2015, sendo realizado de lá para cá a cada dois anos – tem como objetivo não somente demonstrar o Karatê-Do e Kobudo como uma arte marcial da cultura tradicional de Okinawa, mas agradecer a todos que colaboraram com a sua divulgação no Brasil e também comemorar o Karate no Hi – Dia Mundial do Karatê, comemorado no dia 25 de outubro.
Emocionada, ela agradeceu o pai – Mario Nakati (que faleceu no ano passado) – com quem iniciou os treinamentos de karatê e que “sempre me ensinou e incentivou a praticar e difundir a cultura okinawana tm todos os âmbitos”.
Além das escolas de Karatê-Do e Kobudo com professores de renome nacional e internacional, o público que compareceu à sede da AOKB teve oportunidade de conferir várias manifestações da cultua cultura okinawa mostrando o quanto elas são interligadas, como apresentações de Ryukyu Buyo (dança tradicional de Okinawa), com a escola da Juliazna Izu sensei, taiko e shishimai com os grupos de jovens das Associações Okinawa de Santa Clara e Santo André.

O para atleta Jonas Amaral (Fotos Aldo Shiguti e Jiro Mochizuki)

Inspiração – Destaque ainda para a participação do Karatê Adaptado da Federação Paulista de Karatê coordenado por Sérgio Longo e que trouxe o sempre inspirador Jonas Amaral, além de um portador de síndrome de down e um deficiente visual, entre outros exemplos de dedicação e superação.
No final, o vice-presidente da Comissão, Flavio Vicente de Souza, agradeceu o público que mais uma vez compareceu para prestigiar o karatê e kobudô de Okinawa, e aos senseis que hoje trabalham nesta linhagem de manter a tradição do karatê original de Okinawa. Ele lembrou que, quem institui o “Dia do Okinawa Karate-Do” no Estado de São Paulo foi o ex-deputado Hélio Nishimoto. “Na verdade, foi exatamente no dia 25 de outubro de 1936 que ele passou a se chamar karatê porque até então era chamado de ‘tode’”, explica o sensei, lembrando que o Enbukai foi reativado em 2015 após uma decisão conjunta dos praticantes de karatê e da diretoria e que o primeiro presidente em 2015 foi o sensei Kimei Kakinohana.

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