2º NOMIARUKI=Quatro produtoras japonesas de saquê da província de Saga promovem a bebida regional

Segunda edição do Nomiaruki foi realizada em fevereiro deste ano – NIKKEY SHIMBUN

Em meio  estrondosa popularidade dos “Izakaya (bares em estilo japonês)” em São Paulo, na noite do dia 11 de fevereiro, um restaurante da cidade recebeu o “2º Nomiaruki”, evento de degustação do nihonshu, o saquê japonês. A iniciativa é do Aruki Group (CEO Sérgio Kenji Mizoguchi), importadora de saquê e recebeu o patrocínio da província de Saga. Ultimamente, a província tem chamado a atenção do mundo como uma terra secreta do saquê e quatro produtoras tradicionais da região vieram promover a bebida que produzem.

Este evento, que tem como objetivo divulgar a forma correta de saborear o saquê, estreou em novembro de 2017. Além das adegas que já foram apresentadas anteriormente: Tenzan, Amabuki e Koimari, esta edição contou com a presença da Mitsutake.

O gerente de vendas da fundação patrocinadora, o Centro de Apoio às Indústrias de Saga, Shen Yue, comentou: “As pessoas logo associam a região de Kyushu a shochu (destilado de arroz), porém, Saga é abençoada por famosas nascentes de águas e é grande produtora de arroz. É uma terra secreta do saquê”.

Apesar de estar longe de concorrer em volume com marcas de escala nacional como a Hakutsuru e a Gekkeikan, a província possui 27 produtoras e, mesmo sendo de pequenos portes, algumas são responsáveis por bebidas de altíssima qualidade.

Apesar da queda do consumo interno no Japão, a província mostrou um aumento de produção da bebida de 7% em comparação ao ano anterior graças aos esforços do governo em promover a exportação. O volume de exportação dobrou em relação ao ano passado e, segundo o Coordenador de Projetos Externos do Centro de Apoio, Hideo Yunotani, foi um dos maiores crescimentos em âmbito japonês.

Ainda segundo Yunotani, “se a característica do saquê da região nordeste japonesa é ‘leve, seco e fresco’, o de Saga seria o paladar ‘forte e doce’”. A variedade regional do arroz utilizada é o “Yamadanishiki” que oferece um sabor fortemente adocicado e que dizem ter sido desenvolvido para acompanhar a comida salgada de Saga.

No Brasil, o saqu de Saga comeou a ser comercializado nos últimos 3 anos e acredito que tenha espaço para crescer ainda mais. Por enquanto gostaria que aproveitassem e experimentassem para sentir o diferencial do sabor do nosso saquê”, acrescentou.

Na degustação podia-se encontrar envolvidos da área de distribuição e restaurantes, além do público em geral. Utilizando o ochoko (pequena taça) de degustação distribuído no evento, eles saborearam o gosto profundo e delicado da bebida.

Sotaro Kinoshita, 11º sucessor da tradicional fábrica Amabuki, fundada em 1688, apresentou uma bebida base de hanakobo (levedura extrada do nectar de flores) de morango e maçã. “Parece ter um leve sabor de morango. É fácil de tomar graças à sua fragrância frutada. Um saquê assim é novidade para mim” comentou admirada, uma visitante não Nikkei.

O diretor presidente Kensuke Shichida da Adega Tenzan, que exporta para 23 países do mundo todo, expressou suas expectativas: “O saquê extraiu a essência do sabor do arroz regional e acompanha bem não somente a comida japonesa, mas também a culinária de outros países. Gostaria que aproveitassem a oportunidade para conhecer vários tipos de Saquês e encontrar a melhor combinação para a comida brasileira”.

Segundo o coordenador Yunotani, 20% da produção de saquê de Saga são exportados principalmente para Hong Kong, Xangai, Taiwan, Cingapura e Estados Unidos, países e regiões de alta renda. A província acredita que o saquê tem o maior potencial de crescimento de exportação em Saga. “O ingrediente do saquê é diferente do vinho, porém ambas são bebidas fermentadas. Acredito que já há uma base sólida para a aceitação do saquê nos lugares onde vinho é tomado”, diz.

No dia primeiro deste ms, foi firmado um acordo de parceria entre a Unio Europeia e o Japão.

(Do Nikkey Shimbun)

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