SILVIO SANO > NIPÔNICA: República Dominicana, não só pobreza e resorts. Também Educação!

Sempre achei que pobreza não é razão para mau humor, principalmente quando se é verdadeiramente humilde, diferente de ser só pobre. Apesar de todas as razões para isso.
Tão logo me formei, trabalhei em uma empresa onde convivi em período razoável com funcionários do alto escalão ao mais baixo, em especial com uma faxineira. Especial porque, em minha seção, apenas eu a cumprimentava e conversava com ela.
Ela percebeu isso porque, depois de algum tempo, me convidou para ser padrinho da filha que iria se casar. Morava em uma favela. Isso foi há mais de quarenta anos! E quando, pela primeira vez, entrei em uma e onde já pude constatar moradores de posse tirando proveito do não se pagar aluguel, impostos, etc. Mas isto é outra história.
Não era o caso dela. Tanto, que no almoço tivemos de “rodar” uma faca entre os presentes por falta desse talher. Macarronada! Um luxo para eles, mas para mim, jovem e ainda pouco conhecedor da realidade, a alegria na mesa… inesquecível.
Por que a trouxe aqui?
Porque, semana passada, estive fora do Brasil e pretendia manter segredo visto que hoje fazemos tudo pela internet. Fiz lá a Nipônica anterior. Em Punta Cana. Até o local tenho de revelar porque falarei sobre dominicanos e não sobre paisagens e… resorts.
Tão logo desembarcamos, desde recepcionistas até fiscais da aduana foram, todos, de simpatias e sorrisos fartos. No traslado ao hotel idem e na recepção do hotel ibidem. Todos os dias, nas três refeições, por parte dos garçons, mesma coisa! Não me cansei de ouvir, todos os dias: Hola! Como esta?… bem mais agradável do que: Oi! Tudo bem?… Né, não?!
Seria só para agradar turistas que lhes garantem o emprego? Não! Por duas vezes, longe de nossas vistas, flagrei-os apenas entre eles com mesmas posturas.
No pacote turístico à Capital, mais revelações. O guia, além dessas virtudes, falava fluentemente 4 línguas e nos contou sobre como o país tem valorizado muito a Educação, o que deu para comprovar em Santo Domingo, mas também nas conversas com dominicanos.
Remeteu-me à Coréia do Sul! Será?! Tomara…

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