SILVIO SANO > NIPÔNICA: Em nome de Deus… por interesse!

Já contei muitas situações testemunhadas por mim como usuário do Metrô e até uma de quando Mário e Hiro foram à 25 de Março por meio desse transporte. Naquela ocasião, de tantos camelôs que entraram apenas no vagão deles, Hiro até concluiu que não haveria mais necessidade de irem até a 25 se permanecessem o dia todo ali… rs.

E retomo o papo porque essa fonte é mesmo muito inspiradora. Dessa vez, flagrei uma senhora, jovem ainda, com duas crianças já crescidinhas, ajudando-a naquela “missão”. Vi quando entraram e a logo mãe começou a contar da vida sofrida, da comida às crianças e do aluguel atrasado. Até aí tudo bem não fosse por uma das crianças que vinha à frente com saquinhos de bala e os deixando nos colos das pessoas que estavam sentadas… distraídas, porque quem conhece essa estratégia com o dedo indicador já as recusa. Ainda tudo bem não fosse pelo retorno dela até onde a mãe estava… deslizando sobre as rodinhas do tênis, novo, dela!!

E a mãe falando “em nome de Deus”, remeteu-me à outra que vira no mesmo dia, mas com apenas um bebê no colo, falando do leite para ele, do aluguel e também “O” colocando no meio. Pode ser que ambas estivessem sendo sinceras, mas por culpa de mulheres que usam crianças de outrem em cruzamentos de ruas para pedirem esmolas, de que sabemos, a dúvida acaba prejudicando as realmente necessitadas. Mas isso é outra história.

É que ambas, e outras… e outros mais, acabaram também por me remeter aos tais “exemplos que vêm de cima”, como os que constatamos nos discursos de políticos já consagrados como corruptos, todos, e “O” usando também como razão para “lutarem” pelo povo. Aliás, não muito diferentes dos extremistas religiosos que alegam matarem… em nome de Deus! Né, não?!

Pois bem… e como Nipônica é, pra começar, nos metrôs do Japão é impossível ver essas situações e, bem… no caso dos políticos, se no cerimonial de um único casamento, naquele país, podem ocorrer rituais religiosos xintoísta, budista e cristão, como poderiam fazer uso “Dele”, aí?!

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