SILVIO SANO > NIPÔNICA: Didi! Babá! Didi! Babá! Tatuuuu!… Tim, tim, tim… BILUCA!

Algum leitor, na certa, entendeu a insinuação do título, mas não seu significado. E nem daria porque se trata de algo nascido no meio de um grupo de amigos… cerca de 60 anos atrás! Eu era apenas uma criança no meio deles formado por irmãos, primos e amigos, bem acima de minha idade. Mas jamais me esqueci.

Não esquecer isso, nessa faixa etária, não é nada perto do que já contei aqui que, de tanto ouvir meu irmão mais velho cantarolar uma música acabei decorando a primeira estrofe inteira, até hoje. E tinha menos de dez anos.

Trouxe esse assunto aqui porque nesta semana, coincidentemente, postei duas chamadas relativas a imigrantes da comunidade nipo-brasileira nas redes sociais.

Uma, à procura de descendentes dos primeiros da Província de Mie que chegaram ao Brasil em 1913 (Wakasa Maru, 28/10) e 1914 (Teikoku Maru. 11/05), para comemoração do 105º aniversário da vinda desses pioneiros de Mie ao Brasil.

Outra, aos descendentes dos fundadores da associação nipo-brasileira de Fernandópolis para serem homenageados pelo 60º aniversário de sua fundação, a pedido do atual presidente, Katsuki Okuma. Como meu pai foi um deles, além de idealizador da forma de arrecadação de recursos para construção da sede, por um concurso Miss Colônia, plagiado de meu avô que fizera o mesmo à de São José do Rio Preto, também fomos convidados.

Por minha idade à época pouco sei sobre a mesma. Mas como meu irmão mais velho sabe, nas trocas de mensagens com ele, pela citação de certos nomes é que me veio a recordação acima, de uma das brincadeiras daquela época, desse pessoal.

Como nosso pai tinha comércio de secos e molhados, o que implicava em engradados de madeira, uma das brincadeiras deles, montando um forte com as caixas, era de soldados contra índios; outra, essa que ficou em minha mente, foi porque, dentre eles, cinco irmãos tinham apelidos adequados para isso: Didi, Babá, Tatu, Tim e Biluca… que gerou o “trenzinho” do título… e fez esta criança aqui rir muito.

Nem é preciso desenhar. Né, não?!

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