Novo cônsul geral adjunto, Akira Kusunoki quer que ‘história do Centenário se repita nos 110 Anos’

Akira Kusunoki (Divulgação)
Akira Kusunoki (Divulgação)

Com a missão de suceder a carismática Hitomi Sekiguchi – que assumiu como cônsul geral em Manaus – no posto de cônsul geral adjunto do Consulado Geral do Japão em São Paulo, Akira Kusunoki disse que as comemorações dos 110 Anos da Imigração Japonesa são uma excelente oportunidade para que os jovens possam participar ativamente das atividades como fizeram no Centenário, em 2008. “Espero que os nikkeis, principalmente aqueles que não tem oportunidade de participar dos eventos da comunidade, possam demonstrar esse interesse para que a história possa se repetir”, disse Kusunoki.
A relação do novo cônsul adjunto com o país, onde está desde o dia 13 de abril, é bem mais antiga.
Sua primeira passagem pelo Brasil data de 2003, quando ele foi parar no Rio de Janeiro. Em 2006 foi transferido para São Paulo, onde ficou até 2008 como o número 3 na hierarquia do Consuado. De 2008 a 2012 foi transferido para Belém (PA), onde pegou s comemorações dos 80 anos da imigração japonesa na Amazônia. “Em 2012 meu pensamento era voltar para o Japão, mas acabaram me enviando para Guatemala, onde fiquei até 2015”, diverte-se Kusunoki.
Seu desejo se concretizou somente em 2015, quando foi designado para atuar no escritório de Tóquio como diretor adjunto para a América do Sul. Lá, por intermédio de boletins, informativos e relatórios, já acompanhava com bastante interesse tudo que acontecia por aqui.
“Desde 2014, com a vinda do primeiro-ministro Shinzo Abe, existe um forte desejo do governo japonês em fortalecer as relações com a comunidade nikkei”, conta Kusunoki, acrescentando que a ideia de fortalecimento dessa relação passa pelos jovens e também pelas próprias entidades nikkeis.
“O trabalho das novas gerações é importantíssimo, mas também não devemos nos esquecer dos espaços físicos, que dão suporte e abrigo para as entidades se manterem”, disse Kusunoki, afirmando que o fortalecimento do vínculos das associações de províncias também é primordial para esse bom diálogo com o governo japonês.

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