NIPPAK PESCA: Febre amarela

As chuvas fortes deste verão trazem junto com as enchentes, nossos famosos e ainda mais perigosos mosquitos. Este ano a preocupação da vez é a febre amarela.

Por Mauro Yoshiaki Novalo

 

Depois de décadas sem se falar ou imaginar isso, a febre amarela se torna a manchete dos jornais. Parece brincadeira, ano passado foi a Zika – sem esquecer a dengue e chikungunya – que atormentaram e infectaram muitas pessoas, espalhando apreensão pela ação sem tanta expressão por parte dos órgãos de governo. Basta lembrar que as vacinas para estas 3 doenças ainda não estão disponíveis para a população. Assim continuam perigosas e na porta de todos, mas o forte aumento dos locais marcados por casos da febre amarela é motivo de destaque atualmente.

Conforme www.pt.wikipedia.org – nas áreas urbanas, o Aedes aegypti é o principal vetor, e embora ainda precise de confirmação na participação de transmissão do vírus amarílico, o Aedes albopictus apresenta ampla valência ecológica, adaptando-se aos ambientes rurais, periurbanos e urbanos. Isto é, tem a possibilidade de fazer a ponte entre os ciclos silvestre e urbano de transmissão. Os dois citados transmitem também a dengue. Nas áreas rurais e silvestres, a espécie que mais se destaca é o Haemagogus janthinomys entretanto o Haemagogus leucocelaenus tem ganhado importância na última década, assumindo a condição de vetor primário em alguns Estados (necessita de comprovação).

Obvio que ações de higiene e conservação por parte da população evitariam e muito a propagação dos mosquitos causadores das doenças, mas é de se esperar dos governos em todas as esferas, ações de impacto para reversão das adversidades. É o mínimo que o povo pede em meio a onda de corrupção estourando em todas as áreas. É o que o resto do mundo aguarda ao ver a sangria das contas públicas, pelas pessoas (com raras exceções) que deveriam ser os guardiões e se portam como verdadeiros “vampiros”.

O que vemos no noticiário é alarmante e perigoso. Ao mesmo tempo que é soado o alarme convocando a população para se proteger através da vacinação, será que realmente a estrutura montada nos postos de saúde está preparada para a ação?

Ano de eleição, importante para muitos que estão de olho para renovar ou conseguir cargo público, piora ainda mais a situação, pois o que se ve na mídia, é apenas o empoderamento da situação, isto é, promessas e mais promessas, sendo que o que precisamos para o momento é atitude.

O povo continua com muitas dúvidas e algumas pessoas tomam atitudes impensadas que podem piorar a situação, visto que muitos macacos foram mortos ao se imaginar que eles transmitem a doença. Ao contrário, nós precisamos muito deles, pois são os balizadores para mostrar onde está e qual a extensão do foco da febre amarela. Sem eles como a primeira barreira natural, os mosquitos tenderão a procurar outra área para os seus ataques, indo direto para o ser humano e aí sim, o risco poderá se tornará maior. Isto é informação ou falta dele. Hora de parar um pouco de pensar na estratégia política e dar atenção a saúde.

Sintomas (conforme a Fiocruz – www.bio.fiocruz.br)

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Percebendo o conjunto destes sintomas procure imediatamente auxílio médico. O melhor remédio é a prevenção! Se ainda não se vacinou procure informações de como e onde isto ocorrerá na sua cidade!

Especialistas da área dizem não haver indicações para uma epidemia, se este controle for realizado de forma correta poderá freiar substancialmente o avanço da febre amarela, então agora é cada um fazer sua parte.

 

Nem precisamos lembrar que o habitat do pescador é junto a natureza, próximo ou em meio a matas e assim grandes chances de ter contato com estes mosquitos.

Ótimas pescarias!!!

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