Governo japonês aprova nome de Eduardo Paes Saboia como novo embaixador do Brasil no Japão

O diplomata Eduardo Paes Saboia (c), que deverá ser submetido à apreciação do Senado (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O diplomata Eduardo Paes Saboia (c), que deverá ser submetido à apreciação do Senado (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Em nota divulgada no último dia 19, o Ministério das Relações Exteriores confirmou que o governo japonês concedeu agrément (autorização) a Eduardo Paes Saboia como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil no Japão. De acordo com a Constituição brasileira, essa designação ainda deverá ser submetida à apreciação do Senado Federal.
Eduardo Paes Saboia ingressou no Serviço Exterior em 1990. Serviu na Missão do Brasil junto às Nações Unidas em Nova York, na Delegação Permanente junto à ALADI, bem como nas Embaixadas do Brasil em Washington e La Paz. Serviu, ainda, no Banco Mundial e no FMI, em ambos os casos na função de assessor do diretor executivo do Brasil.
No Brasil, foi assessor da Divisão do Mercado Comum do Sul, da Direção-Geral de Integração Latino-Americana, do Departamento de Assuntos Financeiros e Serviços e do Gabinete do ministro de Estado. Foi, ainda, assessor diplomático da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal e assessor parlamentar sênior no gabinete da liderança do governo no Senado Federal. É chefe de Gabinete do ministro das Relações Exteriores desde março de 2017.
Em 2013, então encarregado de negócios da embaixada do Brasil em La Paz, na Bolívia, o diplomata ajudou o senador boliviano Roger Pinto Molina – condenado por corrupção e acusado por diversos crimes na Bolívia – a fugir para o Brasil.
O caso culminou com a demissão do então ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O mesmo ato motivou o Prêmio Nobel da Paz de 1996, José Ramos-Horta, a enviar uma carta a Saboia elogiando o diplomata por sua “coragem”, chamando-o, inclusive, de “mártir”.

(Com informações do G1 e da EBC)

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